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Estado de Minas

Coluna Baptista Chagas de Almeida


postado em 29/06/2018 12:00 / atualizado em 29/06/2018 09:11

(foto: Arte/Soraia Piva)
(foto: Arte/Soraia Piva)

Que tal hackear a grana da corrupção?

Hackathon significa uma maratona de programação. O termo vem da combinação de duas palavras inglesas: “hack” (programar de forma excepcional) e “marathon” (maratona, óbvio). Uai, o que tem isso a ver com a política?

É que a Câmara dos Deputados e o Senado participam, desde ontem e até domingo, do Campus Party Brasília 2018. O evento, de acordo com informações oficiais que vêm do Congresso, “reúne pessoas interessadas por tecnologia em atividades que envolvem inovação, ciências, empreendedorismo, criatividade e universo digital. A programação inclui palestras, workshops, hackathons e networking com os participantes”. Até aqui, deu para entender, mas tem mais.

“Uma maratona hacker (hackathon) que reunirá desenvolvedores, programadores, designers, inventores e empreendedores para o desenvolvimento de aplicativos móveis ou Web-responsivos que possibilitem ao cidadão visualizar, compreender, acompanhar, mensurar e/ou projetar a tramitação de um ou mais projetos de lei”. Deve ser daí que reúne a Câmara e o Senado.

Só que tem uma coisa: os hackers são programadores extremamente habilidosos e muitos deles nem um pouco disciplinados, muito antes pelo contrário. A maioria é de jovens estudantes que estão entre o nível médio e chegam até a pós-graduação, nas universidades. O que interessa de fato vem a seguir:

Tempos difíceis. Parece que estamos vivendo o maior roubo de dados da história e sem contar o praticado pela espionagem dos Estados Unidos. Hackers da Rússia conseguiram os logins e senhas de aproximadamente 1,2 bilhão de contas em sites pequenos, médios e grandes.

Os analistas da empresa Hold Security passaram os últimos sete meses acompanhando a movimentação dos cybercriminosos antes de vir a público com esta importante denúncia. Segundo reportagem do New York Times, o ataque envolveu pelo menos 420 mil websites. Estima-se que os russos obtiveram 540 milhões de endereços de e-mails.

E a política vem é dos Estados Unidos. Mais precisamente da Central Intelligence Agency, a conhecida CIA. Ela divulgou que hackers russos teriam agido durante as eleições norte-americanas. O objetivo: prejudicar a campanha da democrata Hillary Clinton e ajudar na eleição que culminou com a vitória do republicano Donald Trump.

Voltando ao Brasil, que tal os hackers se disponham a fazer uma cyberinvestigação para descobrir o tamanho do crime de corrupção na política nacional?. Talvez nem seja necessário tanto esforço assim. Basta começar por abastecer ainda mais a Lava-Jato. É certo que a lista vai aumentar ainda mais.

Sem reajuste
O vice-presidente da Câmara dos Deputados e líder da bancada mineira no Congresso, Fábio Ramalho (MDB), comemora: “A tarifa de metrô em Belo Horizonte se mantém, há quase dois meses, em R$ 1,80, graças à liminar que obtivemos contra o reajuste de 88% anunciado pelo governo federal, o que faria a passagem saltar para R$ 3,40”. Segundo ele, Minas Gerais é o único estado em que a tarifa não foi reajustada. Depois de tentar negociar com o governo federal sem sucesso, em 11 de maio, Ramalho impetrou uma ação popular na Vara da Fazenda Pública contra o aumento. Ele também apresentou duas representações ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e à Defensoria Pública de Minas Gerais para tentar anular o aumento na tarifa.

No domingão
As conversas já estão adiantadas, bem encaminhadas. O martelo deve ser batido domingo, em Brasília. Isso mesmo, em pleno fim de semana na capital federal. Trata-se de bater o martelo para a candidatura do ex-prefeito de BH Marcio Lacerda (PSB) como vice-presidente da República na chapa do ex-ministro Ciro Gomes (PDT). Além da amizade antiga entre os dois, Ciro considera que é fundamental, por meio de Lacerda, garantir um palanque forte em Minas, o segundo maior colégio eleitoral do país.

E tem mais
Já há conversas, algumas bem adiantadas, que incluem o Democratas, de Rodrigo Maia (RJ), presidente da Câmara dos Deputados, e o Pros, que chegou a declarar apoio a Márcio Lacerda, quando a candidatura era para o governo do estado. E talvez ainda o Solidariedade. E vale lembrar que no meio do caminho tem ainda o governador de São Paulo, Márcio França (PSB). Já que é o maior colégio eleitoral do país nem precisa explicar.

Ademg informa
Ou melhor: ALMG informa: sai o deputado Cabo Júlio (MDB) e entra o deputado Irã Barbosa (MDB). É a substituição feita na Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa (ALMG). A hierarquia foi devidamente respeitada, já que quem determinou a sua saída foi o deputado Sargento Rodrigues (PTB), que presidia a sessão. Na verdade, Cabo Júlio não foi substituído, foi tirado. Afinal, não ficaria bem um presidiário, mesmo que em regime semiaberto e recluso nos fins de semana, comandar a comissão de Segurança. Seria demais.

“Só um pouquinho”
O deputado Durval Angelo (PT), ao perceber que a sessão do plenário na Assembleia Legislativa estava por ser encerrada por falta de quórum, saiu pelo plenário pedindo, ou melhor, fazendo um verdadeiro apelo ao pé de ouvido dos colegas no plenário: “Espera só um pouquinho, só mais um pouquinho, o governador vai mandar para cá a mensagem me indicando para o Tribunal de Contas do Estado (TCE). Esperou, esperou, esperou e o plenário ficou vazio. Sessão encerrada! A propósito, Durval está em seu sexto mandato consecutivo na Assembleia.

PINGAFOGO

Ademg informa de novo: o deputado Cabo Júlio (MDB) esteve no plenário da Assembleia. De terno e gravata, como determina o Regimento, passou o tempo conversando em tom alto pelo celular.

O tão anunciado pronunciamento desde o primeiro dia em que esteve na Assembleia ninguém sabe, ninguém ouviu. Marcou o ponto e depois saiu por uma das portas dos fundos do plenário.

O ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Que Solta Mello, revogou ontem a nova prisão preventiva determinada pela Justiça Federal do Rio Grande do Norte contra o ex-deputado Eduardo Cunha.

Só que o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha vai continuar preso. Afinal, estão em vigor outras três sentenças para ele cumprir, inclusive uma do juiz Sérgio Moro, que o ministro Marco Aurélio detesta.

Já que o ministro Luiz Fux, também do Supremo Tribunal Federal, declara que a imprensa é fonte primária de informações para a checagem de notícias falsas, já chega por hoje. Sem as fake news, bem entendido.

 

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