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Estado de Minas

Pré-candidatos à Presidência falam sobre economia no Twitter


postado em 16/06/2018 17:36

São Paulo, 16 - Os pré-candidatos à Presidência da República Álvaro Dias (Podemos), Flávio Rocha (PRB) e Henrique Meirelles (MDB) recorreram às suas contas no Twitter neste sábado, 16, para se comunicar com sues potenciais eleitores.

Álvaro Dias esteve no Vale do Aço, em Ipatinga (MG), e postou no seu microblog parte do discurso e da entrevista coletiva que concedeu na cidade mineira, reforçando o que chama de sua principal proposta, a de refundar a República Brasileira.

"O atual sistema de governança, um balcão de negócios e uma fábrica de escândalos que aparelha o Estado para atender os interesses dos chupins da República, tem que ser substituído. E essa é a nossa principal proposta", disse.

O ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles (MDB) optou por falar da área econômica. Para ele, a crise econômica atual é resultado das escolhas feitas pelo povo brasileiro. "A crise que enfrentamos hoje é fruto das escolhas que nós como sociedade fizemos no passado", disse Meirelles. "É hora de nos unirmos para construir pontes de entendimentos. Não existem soluções fáceis para problemas difíceis. O Brasil já sofreu demais com a receita populista. Não podemos usar os mesmos remédios para curar as mesmas doenças."

Meirelles disse ainda que sempre que a receita populista fracassou ele estava pronto para resolver o problema. "Chega de populismo. Por isso eu defendo o caminho que usei na iniciativa privada e nas crises que enfrentei. No lugar de palavras, ações. No lugar de promessas, resultado. No lugar da infâmia, diálogo", disse.

O pré-candidato Flávio Rocha (PRB) criticou a falta de linhas de financiamento aos projetos dos micros e pequenos empreendedores. "O Brasil é um celeiro de boas ideias e pessoas dispostas a investir. Se o Estado fizer a parte dele, esses empreendedores conseguirão alavancar seus negócios e ajudar a economia girar", disse Rocha.

Para Rocha, o Brasil é naturalmente o povo mais empreendedor do mundo, mais até que o americano. "São 20 milhões de pequenos e médios empresários. É o pipoqueiro, o borracheiro, alguém que adia um sonho de consumo para empreender e investir. Por isso nós precisamos criar um terreno propício a esse talento natural, gerar dezenas de milhões de empregos. Fazer a pazes com a prosperidade. É disso que a gente precisa", disse.

Mais Copa

Paulo Rabello de Castro, ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pré-candidato pelo PSC, usou a Copa do Mundo como mote. Ele chamou a atenção para o pênalti que o goleiro da Islândia pegou, após cobrança de Lionel Messi, da Argentina. "Gente: olhem por trás desta mensagem. Um goleiro que também é CINEASTA agarra pênalti do Messi. O INESPERADO PODE ACONTECER!! Isso mostra que esporte e política têm espaço para o não profissional. Aqui também vamos dar conta do recado, não deixando passar a bola da corrupção!", tweetou.

Mais cedo, Manuela D'Ávila (PCdoB) e Guilherme Boulos (Psol) também citaram o evento.

(Francisco Carlos de Assis)

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