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Estado de Minas

Agora candidato, Meirelles sugere redução de impostos para combustíveis

Ex-ministro da Fazenda diz que se eleito pode avaliar corte de tributos e que não será candidato apenas do presidente Temer


postado em 21/05/2018 21:08 / atualizado em 21/05/2018 21:19

(foto: Marcos Vieira/EM.DA.Press)
(foto: Marcos Vieira/EM.DA.Press)

Pré-candidato ao Palácio do Planalto, o ex-ministro Henrique Meirelles (MDB) indicou nesta segunda-feira (21), em evento em Belo Horizonte, que se eleito pretende avaliar a redução de impostos sobre combustíveis.

“A questão da gasolina tem dois componentes. O primeiro é o preço do petróleo internacional, que não é algo controlável pelo governo brasileiro, mas definido pela oferta e consumo mundial. E o segundo é uma questão fiscal, de impostos. O que estamos propondo, e vamos certamente avaliar caso eleito, é uma diminuição se for necessário dos impostos sobre combustíveis, visando compensar o aumento do preço do petróleo e ao mesmo tempo preservar a capacidade da Petrobras”, afirmou Meirelles.

 

No entanto, o ex-ministro e ex-presidente do Banco Central sabe bem das dificuldades em reduzir impostos em momentos de aperto financeiro do governo federal e a proposta de corte de tributos pode parecer só uma promessa de campanha.  


Em evento da legenda na capital mineira na noite desta segunda-feira (21), Meireles afirmou ainda que cabe ao presidente Michel Temer decidir e anunciar caso não seja candidato à reeleição.

Lideranças do MDB avaliam que é melhor Temer anunciar rapidamente que não será mais candidato e que ele precisa se distanciar para que sua rejeição não contamine Meirelles.

Questionado sobre como será a participação do presidente Michel Temer (MDB) em sua campanha presidencial, Meirelles afirmou que não será candidato apenas de Temer e que pretende ter várias lideranças políticas ao seu lado.

“Não sou candidato de uma ou de outra pessoa. Sou o candidato do aumento do emprego, do crescimento do país e da continuidade das reformas. Certamente viajarei com diversas pessoas e líderes políticos, inclusive com o presidente, sem nenhum problema”, disse Meireles. Nas últimas pesquisas, Meireles não ultrapassou a marca de 1% das intenções de voto.

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