Jornal Estado de Minas

Impeachment: Pimentel diz que seu governo deve ser julgado nas urnas


O governador Fernando Pimentel (PT) disse esperar maturidade da Assembleia Legislativa na análise do pedido de impeachment contra ele, na manhã desta quinta-feira (10).

Na primeira vez em que falou sobre o assunto desde que o presidente da Casa, deputado Adalclever Lopes (MDB), aceitou a denúncia contra ele, o petista afirmou que o Legislativo até agora contribuiu com seu governo e disse que sua gestão deve ser analisada nas urnas e não em um processo como este.

Em entrevista à Itatiaia, Pimentel disse que o impeachment, que está suspenso para a análise de questões de ordem apresentadas por deputados do PT, é uma questão que deve ser tratada com cautela. “Tenho certeza que vão tratar esse caso com a mesma maturidade, com a mesma responsabilidade que sempre tiveram, evitando que Minas Gerais naufrague junto com outros estados nesse clima de intolerância que está vivendo o Brasil”, disse.

 

Sobre o atraso de repasses aos municípios, o governador informou ter quitado a dívida de IPVA com as prefeituras nessa quarta-feira (9).

Julgamento do eleitor


Pimentel afirmou que sua gestão deve ser analisada nas urnas. “Vamos ter eleição daqui a pouco e certamente essa coisa do impeachment deve refletir um pouco essa clima eleitoral também. O correto na democracia é esperar o momento das eleições e aí sim debater os modelos de governo e fazer as escolhas políticas que a democracia permite”, afirmou.

O governador disse que a Assembleia tem adotado responsabilidade em relação ao Executivo e que não tem reparos à atuação dos deputados. “A Assembleia foi muito solidária e parceira do governo do estado e é por isso que evitamos que Minas mergulhasse nesse clima de deteriorização institucional que o Brasil inteiro está assistindo”, disse.

O governador confirmou que seu nome está à disposição do partido para concorrer à reeleição, mas afirmou que sua candidatura só será definida no prazo legal.

“Sei que nas pesquisas sou lembrado até de forma mais espontânea e simpática do que outros candidatos, isso me alegra muito. Quando chegar o momento adequado, que é lá em agosto, vamos discutir com o partido e a possibilidade existe, não vou dizer que o nome não está a disposição das forças políticas que nos apoiam para continuar governando Minas”, afirmou.


Recuros do PT

O processo de impeachment está paralisado na Assembleia por causa de questões de ordem sobre o processo. Os deputados do PT pediram a anulação do ato de aceitar a tramitação da denúncia, lido pelo vice-presidente da Casa, deputado Lafayette Andrada. Entre as alegações estão a falta de exposição da motivação para aceitar a denúncia e o fato de ela não ter sido lida por Adalcelver.

O primeiro dos três recursos do PT, que era do líder do governo Durval Ângelo, foi rejeitado por Adalclever nessa terça-feira. Os outros dois pedidos, de Rogério Correia e André Quintão, serão analisados na semana que vem.

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