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Estado de Minas

Desistência de Joaquim Barbosa tira palanque de Lacerda

O ex-prefeito de BH, pré-candidato ao governo de Minas, seria o maior beneficiado no estado com a candidatura do ministro


postado em 09/05/2018 07:00 / atualizado em 09/05/2018 07:43

Lacerda lamentou a desistência de Joaquim Barbosa durante reunião da FNP(foto: Nelson Jr. SCO\ STF)
Lacerda lamentou a desistência de Joaquim Barbosa durante reunião da FNP (foto: Nelson Jr. SCO\ STF)

Foram tão rápidas a inserção e a desistência do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa na disputa ao Palácio do Planalto, que pelo caminho ficou a marca de mais um balão de ensaio. Eleitoralmente, Barbosa saiu-se bem nos primeiros levantamentos nacionais – inclusive alcançando as intenções de voto de veteranos como o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) –, e deixando para trás uma penca de candidaturas como de Rodrigo Maia (DEM) e Henrique Meirelles (MDB). Mas, politicamente, Barbosa não se viabilizou.

E, em Minas, a sua desistência tira do ex-prefeito de BH Marcio Lacerda (PSB) um aliado de palanque que poderia ser importante na disputa pelo governo do estado.

 “O seu nome representava não apenas uma candidatura muito competitiva, mas a certeza de que o debate na sucessão presidencial seria muito mais qualificado. No entanto, foi uma decisão de foro íntimo e nós, do PSB, temos que respeitá-la”, declarou Lacerda, que ontem participou de reunião da Frente Nacional de Prefeitos, em Niterói (RJ).

 Embora politicamente próximo ao candidato Ciro Gomes, do PDT, de quem foi secretário executivo no Ministério da Integração (2003-2006),  Lacerda depende das articulações nacionais para definir quem irá apoiar e receber apoio em Minas. “Pelo momento, ainda não há nenhuma negociação formalizada com o PDT. Se o PT fizer composição com Ciro, ele vai ter de pedir voto para Fernando Pimentel no estado”, afirmou. Para o ex-prefeito, o estado precisa estar articulado com a disputa nacional. “Minas está politicamente fora do governo federal há mais de duas décadas. Esse embate político nacional entre PT e PSDB desgastou muito o estado”, afirmou ele, que, em 2008, elegeu-se prefeito da capital mineira com o apoio de petistas e de tucanos.


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