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Estado de Minas

Marina Silva rejeita apoio de investigados na Lava-Jato

A pré-candidata à Presidência da República visitou o prefeito Alexandre Kalil nesta quinta-feira, em BH


postado em 20/04/2018 07:00 / atualizado em 20/04/2018 07:44

Marina disse ser favorável ao fim do foro privilegiado e da prisão em segunda instância(foto: Sidney Lopes/EM/D.A Press)
Marina disse ser favorável ao fim do foro privilegiado e da prisão em segunda instância (foto: Sidney Lopes/EM/D.A Press)

A pré-candidata da Rede à Presidência da República e ex-senadora Marina Silva afirmou nessa quinta-feira (19), em Belo Horizonte, que não aceitará o apoio de qualquer político que tenha algum tipo de envolvimento com as denúncias de corrupção investigadas pela Operação Lava-Jato. Segundo ela, o veto não é necessariamente ao partido, mas aos nomes citados no esquema de corrupção com a Petrobras.

“Separamos as pessoas e sempre digo, desde 2010, que existem pessoas boas em todos os partidos, e pessoas ruins em todos os partidos. No MDB por exemplo, o Pedro Simon está me apoiando. Nem todas as pessoas do MDB cometeram os erros e os crimes que o Romero Jucá, o Renan Calheiros cometeram. E da mesma forma em relação ao PT e ao PSDB”, disse Marina, logo após encontro com o prefeito Alexandre Kalil (PHS), na sede da prefeitura.

A ex-senadora afirmou ser favorável ao fim do foro privilegiado e da prisão em segunda instância. “No meu ponto de vista, você cria dois pesos e duas medidas quando o Supremo permite que o Renan Calheiros, o Romero Jucá, o Aécio, o Temer, o Padilha e o Moreira Franco fiquem escondidos atrás do foro privilegiado”, comentou.

Marina argumentou ainda que a Lava-Jato foi uma das “melhores contribuições depois da redemocratização para desmontar o sistema corrupto e corruptor instalado nas instituições públicas”. Para ela, em outubro, o eleitor brasileiro vai votar “sabendo da verdade”. “A Lava-Jato já revelou quem é quem, já revelou que PT, MDB, PSDB, Dilma, Temer, Aécio praticaram os mesmos erros contra a sociedade e as finanças públicas brasileiras.”

Sobre a possibilidade de ser vice em uma chapa encabeçada pelo ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (PSB), Marina afirmou que a sua candidatura é uma “realidade posta”. “Às vezes eu brinco quando as pessoas me perguntam se eu vou ser vice de alguém. Eu digo, olhe, foram tantos os vices dando rasteira no titular que parece que estão todos querendo um vice que seja 100% confiável”, brincou.


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