O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, votou pela concessão de habeas corpus preventivo ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O petista apela contra prisão após confirmação, em segunda instância, de sua pena de 12 anos e 1 mês no caso triplex.
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Gilmar Mendes chega atrasado à sessão do STFGilmar Mendes diz que prisão em segunda instância 'virou uma grande confusão'População se confunde em relação a prisões após condenação em 2ª grau, diz Mendes'Nos fingimos de espertos e criamos grave problema', diz Gilmar sobre decisãoMaioria do Supremo nega habeas corpus a Lula Defesa e aliados de Lula mostram abatimento com voto de Rosa WeberSe for voto vencido, Barroso defende pena após 1ª decisão terminativa no STJRosa Weber faz 4 a 1 contra habeas corpus a Lula'Em termos de desgaste, a estratégia não poderia ser pior', diz Marco Aurélio"Não é porque agora tem amigos dele que estão sendo atingidos. Coisa nenhuma! Não opero com esses critérios. Não existe isso. Demagogia barata, populismo vulgar. Todos sabem dessa minha capacidade de enfrentamento. De mudar de posição de maneira clara.
Gilmar ainda disse que, nos casos que envolvem a Operação Lava-Jato, "a prisão em segunda instância é uma balela, porque na maioria dos casos ela começa com ela começa em primeiro grau como prisão provisória". "Nós mesmos temos habeas corpus para julgar de pessoas que estão presas há dois anos provisoriamente, e espero que julguemos daqui a pouco".
"Depois, vem a decisão confirmatória à sentença. Mantém-se preso. Depois, vem a decisão de primeira instância e agora já é decisão definitiva. quem não sabe ler sobre as estrelas, sabe que estamos empoderando um estamento que já não tem mais limites no seu poder. E debilitando de maneira drástica a Corte Suprema.
Assim como o relator, Fachin, o ministro Gilmar Mendes citou casos que envolvem Direitos Humanos, mas frisando supostos abusos da Justiça de primeiro grau. Ele evocou mutirões do Conselho Nacional de Justiça dos quais participou para avaliar a situação de presos preventivos em todo o País.
Gilmar afirmou que foram soltas "22 mil pessoas e eram de réus pobres, não eram de bandidos internacionais". "Pessoas que ficaram pobres, e ficaram pobres e presas, não se eram pretos, putas, mas ficaram presas a 12 anos, 14 anos provisoriamente".
"Eu não aceito o discurso de que estou preocupado com este ou aquele. É indigno para mim. Porque eu fui a Bangu, Pedrinhas, eu fiz isso pelo Brasil todo. Não fiz por demagogia, isso teve resultado. E encontrávamos pessoas presas naqueles calabouços, como em fortalezas, há 14 anos, provisoriamente", ressaltou.
Gilmar ainda completou.