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Estado de Minas

De quem é o post? É, dele próprio


postado em 02/02/2018 12:00 / atualizado em 02/02/2018 07:50

(foto: Arte/Soraia Piva)
(foto: Arte/Soraia Piva)

De quem é o post? É, dele próprio

“Em segundo lugar nas eleições ficaria um candidato indicado por Lula, que também lidera contra todos. Votariam com certeza em um candidato indicado pelo ex-presidente 27%, enquanto Bolsonaro tem 18% das intenções de voto.”

Para deixar claro. De quem é o post? É do próprio ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nas redes sociais, a informação de que um “poste” (um candidato) indicado por ele também lideraria contra todos, mas fica a pulga atrás da orelha. Será que tem medo de estar inelegível?

Bem, pelo jeito, o ex-presidente não sabe ler as pesquisas, pelo menos a do Datafolha, divulgada ontem. Nela, 43% dos entrevistados acreditam que Lula, pelo menos este ano, não vai conseguir disputar a eleição presidencial. E 51% acham que ele não deveria nem mesmo poder disputar a eleição.

Se pode piorar, nem segundo turno teria, já que 53% dos entrevistados na mesma pesquisa acham que o ex-presidente deveria ser preso já na segunda instância. Para ficar claro de novo, diante da condenação dele no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, por corrupção e lavagem de dinheiro.

E o risco é grande. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, não titubeou. Foi incisiva ao declarar  na abertura dos trabalhos judiciais deste ano em cerimônia no Supremo Tribunal Federal (STF): “...ser necessário evitar a impunidade”. Óbvio que falava da prisão em segunda instância.

Bem, se o ex-presidente Lula vem a Belo Horizonte comemorar o resultado da pesquisa em que lidera, o recall fala por si. E vem do mesmo instituto que fala da prisão, só que um dia antes. Melhor deixar pra lá, daria uma polêmica danada.

Já que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, embora filiado ao DEM, tucanou e considerou “bom diálogo” o discurso inaugural da presidente do STF, Cármen Lúcia, deixa pra lá. Foi quase só isso. O resto da entrevista praticamente não teve. Maia correu de lá.

As notícias deixaram a política pra lá e só tratam de casos judiciais. Não há como escapar. Sendo assim, melhor parar por aqui. E esperar para ver como os políticos, diante de tudo o que foi registrado antes, vão se comportar, se vão mudar de postura. Difícil é. Impossível? Talvez. O jeito é esperar.

Desde já
Agora é fato. Deu no Minas Gerais, diário oficial do estado, a exoneração de sete secretários do governo que vão disputar a eleição de outubro. Os secretários-adjuntos assumem até o fim do ano. A antecipação foi pedida pelo próprio governador Fernando Pimentel (PT) e faz todo sentido. Já que precisam fazer campanha para a Assembleia ou para a Câmara Federal, melhor começar a subir no palanque desde já e não misturar atos de governo com promessas de palanques.

Todo mundo
Estavam todos lá. Do presidente da República aos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, além da procuradora-geral da República e o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Foi a reabertura dos trabalhos no Supremo Tribunal Federal. “Inadmissível e inaceitável”, agora é necessário registrar o nome, da presidente do STF, Cármen Lúcia, sobre os ataques feitos à mais alta Corte do país. Nem precisa dizer que o alvo era o ex-presidente Lula. Ihh! Nome de novo, embora Cármen não tenha citado um caso específico.

Fechou
Esta semana, os sócios do Automóvel Clube de Montes Claros decidiram pelo fim e fechamento do clube por causa de dívidas. O majestoso prédio já foi palco de reuniões políticas importantes e de acontecimentos de destaque. Era lá sempre que eram reunidos os governadores do Conselho Deliberativo da Sudene em Minas. Em 1984, foi em uma dessas reuniões que Tancredo Neves fez sua última aparição em evento público antes de deixar o governo para concorrer à Presidência da República no Colégio Eleitoral, em 1985, quando derrotou Paulo Maluf, em 15 de janeiro.

Sem briga
Aproveitando-se das discórdias no MDB mineiro, o deputado Alencar da Silveira Jr. (PDT) não perdeu tempo, muito antes pelo contrário. Fez questão de publicar em sua conta no Twitter – e foi ontem mesmo – com a volta dos trabalhos na Assembleia Legislativa (ALMG): “Não tenho nada com a briga do MDB, mas o Sávio Souza Cruz tem as portas abertas para vir ao PDT. Será um candidato de peso!”. O ex-secretário de estado da Saúde foi exonerado, junto com os colegas que vão disputar eleição, pelo governador Fernando Pimentel (PT), e reassumiu sua vaga na Assembleia.

É necessário
Vale o registro, para ser justo, que, assim como na Assembleia Legislativa, e com direito a sessão solene e tudo, a Câmara Municipal de Belo Horizonte também reiniciou os trabalhos ontem. E olha que na pauta do plenário, estavam previstos três projetos de autoria dos próprios vereadores. Eles tramitam em segundo turno. Os temas vão de realização de eventos ao reconhecimento da pessoa com autismo como pessoa com deficiência. Pautas importantes, portanto. Mas nem por isso os vereadores deram a devida atenção: o quórum caiu rapidamente e nada foi votado. A polêmica do dia ficou por conta do decreto do prefeito Alexandre Kalil que regulamenta os aplicativos de transporte, do tipo Uber. As medidas estão suspensas por mandado de segurança expedido pela Justiça.

PINGAFOGO

Ainda sobre Rodrigo Maia e sua saída rápida da cerimônia do Supremo Tribunal Federal (STF): deve ser pressa para voltar ao Rio de Janeiro. Afinal, o Congresso só retoma os trabalhos na semana que vem.

Do ramo ele é. Trata-se do economista Raul Velloso, que sugeriu ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, a criação de um fundo de pensão para a aposentadoria dos servidores.

A sugestão dele é seguir o modelo que já existe nas principais empresas estatais, em especial nas maiores. O detalhe que talvez mais importe é que essa mudança não dependeria de ser por meio de emenda constitucional, que exige 308 votos.

Bem, em uma semana como esta, Judiciário em pé de guerra, petistas desrespeitando decisões, confusão danada no MDB mineiro e por aí vai, ainda bem que ela está acabando. De preferência, sem maiores sobressaltos.

O ideal era parar por aqui, mas como teve pânico de novo ontem na Linha Amarela, no Rio de Janeiro, diante de tiroteios na Cidade de Deus, só rezando mesmo. Não tem outro jeito.

 

 

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