Jornal Estado de Minas

Viaduto Marisa Letícia será 'inaugurado' pelo PT neste sábado

O viaduto já está aberto ao público desde janeiro, mas teve o evento oficial cancelado por Doria - Foto: Facebook Divulgação
O PT de São Paulo marcou para este sábado (3) a “inauguração popular” do Viaduto Marisa Letícia, na Zona Sul da capital paulista. A legenda decidiu fazer um ato depois que o prefeito João Doria cancelou o evento que abriria oficialmente a via, que liga a Estrada do M'Boi Mirim à confluência da Avenida Luiz Gushiken (nome do ex-ministro do PT, que morreu em 2013) com a Rua Adilson Brito.

O nome da mulher do ex-presidente Lula (PT) foi aprovado em lei pela Câmara Municipal de SP sancionada em dezembro, durante a ausência do prefeito João Doria (PSDB) do cargo. “É sábado, dia 3 de fevereiro! Inauguração Popular do viaduto Dona Marisa Leticia, primeira Dama do Brasil”, informa o partido em evento criado no Facebook.



De acordo com o presidente do PT de São Paulo, Paulo Fiorilo, a inauguração será às 11h e são esperadas cerca de 400 pessoas. O partido mobilizou a militância da região Sul de São Paulo. Além de Fiorilo, está confirmada a presença do presidente do PT estadual, o ex-ministro Luiz Marinho.

Missa


O ex-presidente Lula foi convidado, mas não deve comparecer. “O evento será no mesmo dia da missa de um ano de falecimento de Dona Marisa, em São Bernardo do Campo, então, como ele tem esse compromisso não deve ir”, disse o presidente do PT municipal.

A inauguração popular terá carro de som e uma apresentação de maracatu.
Segundo o presidente do PT, a via só deve ser fechada por alguns minutos para o momento de cortar a faixa que será levada pela militância.

A lei que deu o nome de Dona Marisa ao viaduto foi sancionada pelo presidente da Câmara Municipal, Milton Leite (DEM), no dia 30 de dezembro, quando ele estava no exercício da função de prefeito.

O trânsito no viaduto foi aberto em 2 de janeiro. Na véspera, a Prefeitura de São Paulo divulgou  nota informando do cancelamento da inauguração e atribuindo a escolha do nome somente à Câmara Municipal, com discordância do prefeito. Doria disse considerar “injusta” a homenagem a “alguém envolvido no maior escândalo de corrupção já registrado no país e que nunca morou na cidade nem jamais lhe trouxe qualquer benefício”.
.