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Estado de Minas

Líder da Rede diz que condenação dificulta manutenção da candidatura de Lula

Segundo o senador Randolfe Rodrigues (AP), partido vai manter os planos de lançar Marina Silva como candidata à Presidência


postado em 24/01/2018 22:30 / atualizado em 24/01/2018 22:43

(foto: Roque de Sá/Agência Senado)
(foto: Roque de Sá/Agência Senado)
Brasília - O líder da Rede Sustentabilidade no Senado, Randolfe Rodrigues (AP), avaliou nesta quarta-feira, 24, que a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) dificulta a manutenção da candidatura do petista ao Palácio do Planalto nas eleições deste ano. Segundo ele, esse cenário, porém, não vai alterar os planos da Rede de lançar a ex-senadora Marina Silva como candidata à Presidência.

"Fica difícil a manutenção da candidatura do ex-presidente Lula, lamentavelmente, porque acho que tinha de ser assegurada", declarou Rodrigues. "Por outro lado, nós da Rede estamos com uma candidatura colocada, que é a de Marina Silva. Ela é a candidatura colocada com cenário com candidatura do Lula e sem a candidatura do Lula. É a única candidatura de terceira via, com projetos diferentes das duas candidaturas que estão polarizando hoje", acrescentou o senador.

A Rede, por sua vez, emitiu nota pública em que afirma que irá respeitar o resultado do julgamento pelo TRF-4. "A Rede irá respeitar o resultado do julgamento e lembra que o sistema judiciário possui seus próprios mecanismos de revisão de decisões que devem seguir critérios técnicos, independente da conjuntura política. Todos são iguais perante a lei, e essa é a base do regime democrático em qualquer lugar do mundo", diz o documento.

Em julgamento realizado nesta quarta-feira em Porto Alegre, o TRF-4 manteve, por 3 votos a 0, a condenação de Lula no caso do triplex na praia do Guarujá, em São Paulo, decidida em julho de 2017 pelo juiz federal Sérgio Moro, que conduz as investigações da Operação Lava Jato na 1ª instância. Os desembargadores do tribunal não só mantiveram a condenação, como aumentaram a pena do ex-presidente para 12 anos e um mês - ante nove anos e meio determinado por Moro.

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