Publicidade

Estado de Minas

Voto de relator se justifica pelo desejo de desmoralizar esquerda, diz Lindbergh


postado em 24/01/2018 15:48

São Paulo, 24 - O líder do PT no Senado, Lindbergh Farias (RJ), criticou, na sua conta oficial no Twitter, o voto de João Pedro Gebran de Neto, desembargador e relator do processo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).

Gebran Neto manteve a condenação em primeira instância do juiz federal Sérgio Moro e aumentou a pena para 12 anos e 1 mês de reclusão em regime fechado e pagamento de multa de R$ 1 milhão no caso do triplex do Guarujá. O tempo de prisão definido por Moro foi de 9 anos e meio de prisão. "É a vingança nua e crua: tudo se justifica pelo desejo de desmoralizar a esquerda e destruir seus símbolos", afirmou Lindbergh.

O senador ainda repetiu que não existem provas para a condenação de Lula por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. "Não existem provas; o que sobra é a convicção formada ao longo dos anos de convívio nos salões das elite." Durante a leitura do relatório, Gebran Neto afirmou que a corrupção passiva cometida pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conforme a condenação do juiz Sergio Moro, não exige demonstração ativa de Lula em cada um dos contratos.

Outros petistas e apoiadores de Lula também se manifestaram sobre o primeiro dos três votos dos desembargadores do TRF-4 no Twitter. Alexandre Padilha disse que o relator do processo "criou uma forma estranha de transgênico: a OAS é laranja do Lula". Gebran Neto afirmou que a OAS serviu como 'laranja' do ex-presidente Lula para o recebimento do triplex no condomínio Solaris, no Guarujá, ao não passar o imóvel para o nome do petista.

O senador Humberto Costa (PT/PE) também comentou o julgamento. "Triste mesmo para a democracia e o Estado de Direito é ver juiz discursando como político e condenando cidadãos sem provas."

(Thaís Barcellos)

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade