Jornal Estado de Minas

Governo define datas do 13º para policiais e diz que se empenha para pagar outros servidores

Manifestantes queimaram objetos durante o protesto - Foto: REprodução/BHTrans
Três horas depois que o comando da Polícia Militar (PM) confirmar que o 13º salário será quitado em duas parcelas aos agentes de segurança, o Governo de Minas afirmou que está se empenhando para fazer o pagamento a todos os servidores do Estado. Depois do anúncio, agentes de segurança foram para a Praça Sete e fizeram um protesto. Por causa do ato, o trânsito ficou congestionado em várias vias do Centro de Belo Horizonte.

O anúncio do parcelamento do salário foi divulgado, primeiramente, pela Polícia Militar de Minas Gerais, por meio de uma nota assinada pelo comandante-geral da corporação, coronel Helbert Figueró de Lourdes. Horas depois, o Governo de Minas confirmou a informação e afirmou que está trabalhando para fazer o pagamento dos outros servidores. “O Governo de Minas Gerais não vai medir esforços para cumprir os compromissos assumidos junto aos servidores e aos cidadãos mineiros, com equilíbrio, trabalho e planejamento. O governo do estado também segue mantendo constante diálogo junto a todas as categorias que representam o funcionalismo público estadual”, afirmou por meio de nota.

No documento, o Governo ressalta que o governador Fernando Pimentel (PT) tem tentado, em Brasília, a acelerar a tramitação de projetos de lei que possibilitarão captar recursos para o pagamento do 13º salário dos servidores estaduais. “Deputados da bancada federal de Minas Gerais estão sendo mobilizados pelo governador para marcarem presença na votação do projeto, prevista para a próxima semana”, completou.




Protesto 


Depois da divulgação do parcelamento do 13º salário, policiais civis e militares, e agentes penitenciários foram para a Praça Sete onde fizeram uma manifestação. Dezenas de pessoas das três categorias fizeram uma passeata e fecharam os cruzamentos das avenidas Afonso Pena e Amazonas. Por causa disso, o trânsito ficou complicado em várias vias do entorno.

De acordo com o deputado Subtenente Gonzaga (PDT), a manifestação aconteceu após o anúncio do parcelamento do 13º salário, feito nesta sexta-feira, como também a uma série de prejuízos dos agentes. "Com o salário atrasado, os servidores estão tendo muitos prejuízos como multa, nome negativado. Estamos chegando a um clima insustentável", afirmou o deputado. "O governo tem que compreender que tudo tem limite."

Para cabo Coelho, presidente do Centro Social dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Corpo de Bombeiro Militar de Minas Gerais (CSCS), o executivo estadual não dá crédito a segurança pública. Segundo ele, o movimento atua há dois anos e oito meses "com movimentos pacíficos, respeitando a ordem e tentando manter negociação com o governo, que não se dispôs a conversar".     

Os manifestantes chegaram na Praça Sete por volta das 14h30.
Eles fecharam os cruzamentos das avenidas Afonso Pena e Amazonas. Por causa disso, agentes da BHTrans e do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (Bptran) fizeram o desvio no trânsito. Mesmo assim, congestionamentos foram registrados no hipercentro.

De acordo com a BHTrans, há registro de lentidão no Viaduto Leste e na Avenida do Contorno, em direção a Praça da Estação. Na Avenida Afonso Pena, a fila de veículos se estende desde a Praça Sete até a Avenida Getúlio Vargas, no Bairro Funcionários, na Região Centro-Sul da capital mineira.

Outro ponto com lentidão é a Avenida Bias Fortes, entre a Rua da Bahia e a Praça Raul Soares, em direção ao Centro, e no Viaduto Dona Helena Greco, também no mesmo sentido. A manifestação já estava marcada desde quinta-feira pelas categorias.

De acordo com a BHTrans, o trânsito foi liberado às 16h15.

*Sob supervisão da subeditora Ellen Cristie
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