Brasília, 09 - Vice-líder do governo na Câmara, o deputado Beto Mansur (PRB-SP) disse nesta segunda-feira, 9, estar confiante de que o deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) apresentará um parecer recomendando o arquivamento da denúncia contra o presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência). O relatório está previsto para ser lido nesta terça-feira, 10, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.
"Eu não sei qual será o parecer de Bonifácio, mas espero que seja pelo arquivamento da denúncia. É claro que temos que respeitar a posição dele pelo saber jurídico que tem. Eu tenho certeza que vai apresentar algo que seja justo para o Brasil", afirmou Mansur. "Não vai ter surpresa", acrescentou. O deputado disse que ligou para Bonifácio hoje, e o relator informou que só deve começar a ler o parecer na CCJ no período da tarde de terça-feira, e não pela manhã, como previsto inicialmente.
Nesta segunda-feira, o relator disse Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, que já tem entre 80 e 90% do relatório concluído, mas que ainda não descartou a possibilidade de pedir mais algumas horas de prazo para apresentar seu voto. De acordo com o tucano, a maior parte de seu parecer se dedicará a acusação de formação de organização criminosa, crime pelo qual Temer foi denunciado junto com os ministros. Além disso, o presidente foi denunciado sozinho por obstrução de Justiça.
"É uma hipótese, mas ainda não estou certo se vou pedir.
Rito
A sessão da CCJ desta terça-feira será a primeira da comissão para analisar a denúncia contra Temer e seus ministros. O primeiro a se manifestar será o relator, que apresentará o parecer pela admissibilidade ou arquivamento do pedido da PGR. Na sequência será dada a palavra aos três advogados de defesa - de Temer, Padilha e Moreira. Eles poderão fazer a sustentação oral pelo mesmo tempo que for concedido ao relator.
Ao término das apresentações do relator e dos defensores, é dado como certo o pedido de vista. Assim, o processo só voltará à pauta da CCJ após duas sessões.
(Igor Gadelha e Daiene Cardoso).