O primeiro a se manifestar foi Santos Lima, responsável por formular os acordos de leniência com empresas no âmbito da operação.
O procurador disse ainda que não se pode aceitar acabar com a Operação com o pretexto de recuperação econômica. "Não sejamos maniqueístas de achar que ou é o partido X ou o partido Y o problema. É muito mais que isso. Nem também aceitemos a ideia de que precisamos encerrar as investigações, jogando tudo debaixo do tapete, em troca de uma recuperação econômica".
Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato no Ministério Público Federal (MPF), destacou que a "reforma anticorrupção" é prioritária entre todas as reformas no Brasil. "Ninguém mais aguenta toda essa podridão. Se este Congresso não fizer as reformas necessárias contra a corrupção, será uma confissão de incompetência e merecerá a vergonha dos crimes que o cobrem - com as honrosas exceções daqueles que estão lutando por essas mudanças", publicou.
Os dois procuradores cobraram renovação política diante das revelações. "E a melhor coisa que a sociedade poderá fazer, além de protestar, será mostrar sua indignação nas urnas, colocando no Congresso em 2018 pessoas comprometidas com as transformações que queremos ver.
(Daniel Weterman).