Câmara de BH mantém veto de Kalil a ensino religioso nas escolas municipais

O assunto provocou muito embate na Casa, mas a decisão do prefeito prevaleceu

Marcelo da Fonseca
- Foto: Ramon Lisboa/EM/D.A Press

Em votação com muitos embates entres os vereadores, a Câmara Municipal de Belo Horizonte manteve o veto do prefeito Alexandre Kalil (PHS) e impediu a obrigatoriedade do ensino religioso nas escolas da capital.

A votação foi apertada e muitos vereadores preferiram se ausentar do plenário para manter o veto sem votar contra o ensino religioso.

Apenas 15 vereadores votaram pela derrubada do veto. Outros 13 pela manutenção do veto. Ainda assim o veto foi mantido, uma vez que seriam necessários 21 votos.

Na hora da votação muitos parlamentares foram para a sala de lanches para não votar.

O debate sobre a obrigatoriedade do ensino religioso nas escolas foi acalorado e dividiu a Casa

Enquanto alguns defenderam que o Estado é laico e por isso não deve interferir nas questões de cunho religioso, outros afirmaram que o ensino leva para sala de aula temas ligados a ética e a moral, por isso seria benéfico para as crianças.

Vetos mantidos


Na sessão desta segunda-feira todos os sete vetos do prefeito discutidos foram mantidos em plenário. Outros três projetos de lei foram aprovados na sessão de hoje.

O resultado demonstra a mudança de relação entre PBH e os vereadores. Desde a última semana Kalil tem mantido contato próximo dos vereadores e atendido demandas..