As informações foram prestadas no processo que tramita no TSE e investiga possíveis irregularidades da chapa Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB), eleita em 2014.
Ainda de acordo com BJ, a Odebrecht repassou R$ 6 milhões para serem divididos pelas campanhas de Pimenta da Veiga (derrotado ao governo de Minas pelo petista Fernando Pimentel), Antonio Anastasia (eleito para o Senado) e Dimas Toledo Filho (eleito deputado federal pelo PP). O último é filho de Dimas Toledo, ex-diretor de Engenharia de Furnas, acusado de operar esquema de propina na estatal. Os outros R$ 3 milhões foram doados à campanha presidencial de Aécio Neves.
Por meio de sua Assessoria de Imprensa, Aécio Neves afirmou que as doações recebidas foram legais. "Como já foi divulgado pela imprensa, o empresário Marcelo Odebrecht, que dirigia a empresa, declarou, em depoimento ao TSE, que todas as doações feitas à campanha presidencial do senador Aécio Neves em 2014 foram oficiais."
A assessoria de Antonio Anastasia declarou que o senador “nunca tratou” de assuntos ilícitos com qualquer pessoa ou empresa. Dimas Fabiano negou conhecer Odebrecht ou ter recebido doações da empresa. "Não conheço Benedito Barbosa Júnior.
Maiores detalhes sobre a doação não foram prestados pelo ex-executivo da Odebrecht. O ministro Herman Benjamin, relator do processo no TSE, o interrompeu sobre o argumento que a doação ao PSDB não eram pertinentes ao caso, que investiga apenas a chapa Dilma-Temer. .