Nesta segunda-feira, associações ligadas a emissoras de rádios, televisões, jornais e revistas divulgaram notas criticando o "cerceamento à liberdade de imprensa" no episódio. Reportagem do jornal Folha de S.Paulo na sexta-feira mostrou que o hacker que obteve os dados de Marcela Temer tentou extorquir dinheiro dela e chegou a afirmar que iria pôr o nome do presidente Michel Temer (PMDB) "na lama".
O governo recorreu à Justiça alegando que o conteúdo no celular da primeira-dama deveria ter o sigilo garantido. O pedido acatado pelo juiz Raposo Filho foi formulado e assinado pelo subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Gustavo do Vale Rocha.
"O conteúdo das mensagens consta do inquérito policial anexado à ação penal de Souza (o hacker Silvonei de Jesus Souza), que não está mais sob segredo de Justiça. As associações consideram a decisão judicial um cerceamento à liberdade de imprensa e esperam que a sentença seja revista ou reformada imediatamente, garantindo aos veículos de comunicação o direito constitucional de levar à população informações de interesse público", diz a nota das entidades de imprensa..