Nessa quarta-feira, 8, reportagem do Jornal Nacional, da TV Globo, mostrou que relatório da Polícia Federal apontou indícios de que Maia tenha prestado favores à empreiteira OAS em troca de doações eleitorais.
O relatório traz as conclusões de inquérito da PF sobre o assunto. No documento, a polícia aponta que há indícios suficientes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro para instaurar processo contra o presidente da Câmara. O deputado do DEM, porém, não chegou a ser oficialmente indiciado pela Polícia Federal.
"Estamos estudando, analisando e dialogando como bancada uma representação. Mas de antemão, entendemos que ele tem que ser mais claro e mais explícito nas respostas políticas. Ele tem que dar resposta se de fato recebeu ou não dinheiro. Explicações genéricas não são suficientes", afirmou o líder do PSOL ao
Broadcast Político
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Para representar contra Maia no Conselho de Ética, o PSOL terá de entregar uma representação assinada pela direção do partido. Em outubro de 2015, a legenda e a Rede entraram com representação no colegiado contra Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que acabou tendo o mandato cassado pelo plenário da Câmara em setembro de 2016.
Outro lado
Na manhã desta quinta-feira, Maia evitou responder perguntas de jornalistas sobre o assunto ao chegar a Câmara.
Além da investigação sobre a relação com a OAS, Maia foi citado na delação do ex-diretor da Odebrecht Cláudio Melo Filho, homologada na semana passada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Melo disse que Maia teria recebido R$ 600 mil para interceder a favor de projetos de interesse da empreiteira na Câmara. Maia nega irregularidades..