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Secretário do RJ não tem dúvida de que vão ocorrer ações contra pacote anticriseDefensoria Pública critica pacote de austeridade do Rio e estuda medidasRio de Janeiro propõe alta de ICMS de energia, gasolina, bebida e telecomAs medidas incluem corte de gastos, a extinção de programas sociais e subsídios e a elevação de impostos, incluindo o aumento da contribuição previdenciária dos servidores, que terão 30% dos salários descontados por pelo menos 16 meses, como havia antecipado o Broadcast, sistema de notícias em tempo real da Agência Estado.
"Vamos trabalhar para aprovar tudo o mais rápido possível, em caráter de urgência. Não em defesa do governo, mas em defesa do Estado. A recepção é ruim, só que o governo não pode pensar só em 400 mil, 500 mil servidores, e sim na totalidade da população", disse Picciani à reportagem, no sábado.
O presidente da Alerj reconheceu que votar até o fim do ano é seu calendário ideal. "Precisaremos ter 36 deputados em plenário (dos 70), certamente a oposição vai tentar obstruir, vai haver manifestação de servidor", disse Picciani.
Medidas
O pacote é composto por seis decretos e 22 de projetos de lei enviados à Alerj na sexta-feira pelo governador Luiz Fernando Pezão (PMDB). Segundo Picciani, a votação seria em dezembro.
Nas contas apresentadas pelo governo, somadas, as medidas teriam impacto positivo de R$ 27,9 bilhões em 2017 e 2018. Mesmo assim, o governo estima que o Rio só conseguiria equilibrar suas finanças em 2022 e 2023. Se nada for feito, o rombo nas contas públicas, estimado em R$ 17,5 bilhões para este ano, poderá chegar a R$ 52 bilhões no fim de 2018.
Do rombo total deste ano, o déficit da Previdência responde por R$ 12 bilhões.
O pacote inclui corte nas gratificações dos cargos comissionados e redução desses cargos, extinção de programas sociais, adiamento de reajustes salariais já concedidos, aumento do ICMS para setores como os de cerveja, refrigerante, gasolina e telecomunicações, redução no número de secretarias de 20 para 12, entre outras medidas.
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