Leia Mais
Sem acordo, votação da repatriação ficará para depois da PEC do Teto, diz MaiaLava-Jato alerta para 'janelas de impunidade' na Lei de RepatriaçãoRepatriação pode incluir 'abono' de 25% da multaDiretor da PF alerta para risco de lavagem de dinheiro na repatriaçãoMaia sobe tom contra governo sobre votação de mudanças na lei de repatriaçãoPT apresenta emenda para parte da multa com repatriação seguir para EstadosApós apelo do Planalto, deputados adiam discussão sobre sucessão na CâmaraMaia retira projeto sobre repatriação da pauta e engaveta propostaGovernadores reúnem-se em Brasília para debater repatriação e Previdência"Nossa prioridade vai ser a PEC do teto. Concluindo acordo da repatriação - que acredito que ocorrerá - com governadores e governo federal, isso vai nos ajudar. Porque, se a PEC do Teto demorar muito, vamos ficar sem tempo para votar a repatriação", afirmou. "Fechado acordo, depois da votação da PEC encaminharemos repatriação que, se tiver acordo, vai ser uma votação muito rápida", acrescentou.
O programa de repatriação de recursos enviados ilegalmente ao exterior foi criado por lei aprovada no fim de 2015 e sancionada em janeiro deste ano pela então presidente Dilma Rousseff. Ele dá anistia penal e tributária a contribuintes em troca do pagamento de 15% de multa e 15% de Imposto de Renda (IR) sobre o valor mantido ilegalmente fora do Brasil que for regularizado.
Em nome dos governadores, a oposição na Câmara afirma que só votará a favor do projeto se o governo aceitar destinar parte da multa arrecadada com a repatriação aos Estados. Atualmente, os governadores já têm direito a 21,5% do IR arrecadado pela União com a repatriação. Eles vão receber os recursos por meio do Fundo de Participação dos Estados (FPE), distribuído em parcelas ao longo do ano.
Acordo
Maia e o relator do projeto, deputado Alexandre Baldy (PTN-GO), propuseram ao governo que se comprometa a repassar aos Estados parte da multa referente ao valor que exceder R$ 50 bilhões arrecadados com a repatriação.
Alexandre Baldy explica que o acordo não constará do texto do projeto. Seria, então, uma espécie de compromisso que o governo assumiria com os Estados. Conforme apurou o Broadcast, o governo já teria aceitado a proposta, mas governadores e oposição ainda não. Na semana passada, o PT já tinha apresentado emenda com teor do acordo, mas ela não foi aceita, sob alegação de falta de base legal.
O acordo, porém, pode ser apenas uma estratégia política de Rodrigo Maia e do governo. Isso porque, em troca do acordo no projeto da repatriação, o PT terá de não obstruir a votação da PEC do Teto, principal aposta do governo para retomar a confiança na economia brasileira..