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Meirelles defende prazo de 20 anos para PEC do teto dos gastosRelator da PEC do teto de gastos diz que trabalha para melhorar base para saúdeGoverno ainda não tem maioria para aprovar PEC do tetoPEC que limita gastos públicos deve ser aprovada este ano, diz Rodrigo MaiaPara ele, sem a aprovação da PEC "acaba o governo Temer, acaba a esperança dos brasileiros". "Fim. Virá o colapso fiscal talvez em menos de quatro anos. Ou é esse ajuste, ou é o colapso fiscal. Ou é ajuste, ou é aumento de impostos. Ou ainda poderemos ter a volta da hiperinflação", frisou Perondi.
Do total de emendas apresentadas, sete tratam de mudanças na regra para as áreas de saúde e educação, um dos principais alvos de críticas de parlamentares.
A PEC do teto de gastos prevê que as despesas primárias do governo federal terão crescimento limitado à inflação do ano anterior. Para saúde e educação haverá correção do gasto mínimo. O Congresso terá a prerrogativa de destinar mais recursos caso deseje. A base de 2016, porém, é considerada muito ruim para os gastos com saúde. Por isso, deputados já vinham manifestando o desejo de usar como referência os valores de 2015. Uma emenda nesse sentido foi apresentada pelo deputado Marcus Pestana (PSDB-MG).
Outra emenda, apresentada pelo deputado Pedro Cunha Lima (PSDB-PB), prevê que os gastos com educação e saúde corresponderão aos valores realizados em 2016 (não ao piso) atualizados pelo IPCA, índice de inflação, e acrescidos da taxa de crescimento real do PIB de dois anos antes.
O deputado Bacelar (PTN-BA), também da base, sugeriu que os gastos com educação fiquem totalmente de fora do limite de gastos. Já o deputado da oposição Patrus Ananias (PT-MG) sugere tornar exceções tanto os gastos com educação quanto com saúde.
O prazo de vigência também entrou na mira dos parlamentares. O deputado tucano Silvio Torres (SP), secretário-geral do PSDB, propôs emenda para permitir revisão do mecanismo do teto a partir do sétimo ano de vigência. A proposta enviada pelo Executivo prevê que o teto de gastos vai durar 20 anos, sendo que no nono ano será possível modificar o mecanismo de correção das despesas.
As iniciativas de mudanças têm tido relativo apoio, já que, no caso de PECs, emendas precisam de ao menos 171 assinaturas para serem listadas e consideradas durante a tramitação da matéria. .