São Paulo - O Ministério Público Federal, em São Paulo, denunciou o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo (Governo Lula) e mais 19 investigados. O grupo é acusado de montar uma organização criminosa no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão que teria movimentado propinas de R$ 100 milhões envolvendo empréstimos consignados a servidores públicos.
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Paulo Bernardo recebeu 'vantagens de caráter partidário ou pessoal', diz PFAlém de Paulo Bernardo, PF indicia outros 21 investigados na Custo BrasilProcuradoria pede ao STF urgência no caso envolvendo Gleisi e Paulo BernardoPaulo Bernardo diz à PF que não pegou propina de R$ 7,1 milhõesBernardo era 'líder de organização criminosa', avalia força-tarefaPaulo Bernardo era 'patrono' da organização criminosa, diz ProcuradoriaO esquema de propina funcionou até 2015 e custou cerca de 70% do faturamento líquido da empresa, que criou um software para a gestão dos empréstimos consignados de servidores do Poder Executivo Federal.
Foram oferecidas três denúncias pela Procuradoria, que resultam da Operação Custo Brasil, deflagrada em 23 de junho, desdobramento das fases 17 e 18 (Pixuleco 1 e 2) da Operação Lava-Jato. As denúncias são de autoria dos procuradores da República Andrey Borges de Mendonça, Rodrigo de Grandis, Sílvio Luís Martins de Oliveira e Vicente Solari de Moraes Rego Mandetta da força-tarefa da Custo Brasil..