Jornal Estado de Minas

Líder do governo diz que não há dinheiro para 13º dos servidores em MG

No dia da aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do estado para 2017 com a previsão de um rombo de R$ 8,5 bilhões, o líder do governo, Durval Ângelo (PT), afirmou que Minas Gerais não tem dinheiro garantido para pagar o 13º salário do funcionalismo em dezembro. Segundo o parlamentar, a verba vai depender da renegociação da dívida dos estados com a União ser concretizada.

Na quarta-feira, a Câmara dos Deputados rejeitou um pedido de urgência para que o projeto que trata da renegociação fosse votado com prioridade. Eram necessários 257 votos mas apenas 253 deputados se posicionaram a favor. O texto prevê o alongamento das dívidas dos estados com o governo federal.

Durval vinculou o pagamento do 13º do funcionalismo ao projeto. “Se o projeto for aprovado no Congresso vai ter recursos. A negociação é para ser aprovada.
Aí teremos recursos para pagar o 13º”, afirmou Durval.

O líder, no entanto, minimizou a situação. Segundo o petista, em 18 anos Minas nunca fez reserva para pagar o benefício natalino. “Agora depende do projeto de renegociação da dívida. Ele pode aliviar e ter recursos para o 13º”, disse.

Na sexta-feira passada, o governo informou que o escalonamento dos salários dos servidores públicos de Minas Gerais vai continuar pelo menos até a folha de setembro paga outubro. A informação foi passada pelos secretários de Planejamento e Gestão, Helvécio Magalhães, e da Fazenda, José Afonso Bicalho, a representantes dos sindicatos dos servidores estaduais em reunião na Cidade Administrativa.

Resposta do governo

Em nota, o governo informou que "ainda é cedo para afirmar que haverá atraso no pagamento do 13º salário do funcionalismo" e, por  isso, "o governo de Minas Gerais só irá se pronunciar no momento oportuno". 

O estado informou que a situação financeira hoje é que "a receita não tem sido suficiente para cobrir as despesas, apesar dos esforços para mudar o cenário". O comunicado assinado pelas secretarias de Fazenda e Planejamento e Gestão diz ainda que o gasto líquido de R$ 3 bilhões mensais do governo com o fucnionalismo representa, em 2016, 106,3% da arrecadação tributária.

 

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