Ao anunciar sua renúncia na manhã desta quinta-feira (7), o deputado Eduardo Cunha (PMDB) se tornou o sexto chefe da Câmara dos Deputados a deixar o cargo antes de concluir seu mandato desde a redemocratização, em 1985. Por motivos distintos os ex-presidentes da Casa Aécio Neves (PSDB), Severino Cavalcanti (PP) e Michel Temer (PMDB) também deixaram a cadeira.
O primeiro a abandonar a Mesa Diretora por causa de denúncias de corrupção antes de Cunha foi o deputado Severino Cavalcanti, há 11 anos. Assim como Cunha, o pepista foi pressionado pelos colegas, acusado de receber “mensalinho” para prorrogar a concessão de um restaurante da Câmara. Ao deixar o cargo, Severino se disse injustiçado e afirmou que “seria absolvido pelo povo”.
O presidente interino Michel Temer e o senador Aécio Neves renunciaram à presidência da Câmara para disputar cargos do poder Executivo. Aécio deixou a cadeira em 2002, ano que foi eleito governador de Minas Gerais. Já Temer deixou o cargo em 2010, para concorrer como vice-presidente da chapa de Dilma Rousseff.
Senado
No Senado houve os presidentes Renan Calheiros e Jader Barbalho também deixaram a presidência após enfrentarem denúncias. Em 2007, acusado de montar um esquema de laranjas para comprar um grupo de comunicação em Alagoas, Renan renunciou após grandes pressões dos colegas parlamentares.
Já Barbalho durou apenas sete meses na chefia do Senado. Ele foi acusado de mentir em depoimentos sobre denúncias de desvio de verbas no Banpará. Renunciou em setembro de 2001.
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