Com a aprovação pela Assembleia Legislativa de Minas do texto principal da reforma administrativa proposta pelo governo, servidores da Imprensa Oficial reforçaram a mobilização em defesa da autarquia, que será extinta caso seja aprovado o projeto de seu desmembramento. A proposta em pauta é desmembrá-la para ser absorvida parte pela Prodemge e parte pela Casa Civil. Se isso de fato acontecer, segundo o Sindicato dos Servidores da Autarquia Imprensa Oficial de Minas Gerais, será necessário pagar por serviços executados para o estado como impressão de contas da Copasa, de panfletos e até mesmo dos atos dos poderes do estado. Atualmente, a Imprensa Oficial é superavitária. No ano passado o resultado positivo foi de R$ 14,6 milhões.
Leia Mais
Servidores da Imprensa Oficial de Minas Gerais anunciam paralisação a partir de quinta-feiraFama
Com 124 anos de fundação, o Minas Gerais vem sendo desmontado nos últimos anos.
Atualmente, a Imprensa Oficial conta com 280 servidores efetivos e tem 40 jornalistas e, segundo os servidores, a folha de pagamento consome cerca de 20% da receita – o que rebateria a justificativa do governo de que a extinção da autarquia pode significar uma redução de custo de R$ 68 milhões. “É lamentável que isso aconteça justamente na comemoração do centenário de Murilo Rubião”, afirma Aloísio. E lembra ainda que a Imprensa Oficial tem um caráter social também ao oferecer postos de trabalhos para crianças com necessidades especiais e ainda para apenados em regime semiaberto.
Custo
De acordo com o governo, diante do “avanço dos processos eletrônicos no âmbito do estado, bem como a ampliação do Diário Oficial na versão digital, e do cenário de restrição financeira pelo qual o estado passa, a melhor solução seria transformar a Imprensa Oficial em uma subsecretaria da Secretaria de Estado de Casa Civil e de Relações Institucionais (SECCRI), que passará a ser responsável pela edição do Minas Gerais e demais atividades de imprensa oficial.
.