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Estado de Minas

Coluna do Baptista Chagas de Almeida


postado em 01/07/2016 12:00 / atualizado em 01/07/2016 09:27

(foto: Arte/ Soraia Piva)
(foto: Arte/ Soraia Piva)

Entrevista só para franceses

“Lula sera le candidat en 2018.” Nem precisa traduzir, não é mesmo? Já explicar é necessário. É esse o título de uma entrevista que saiu no jornal francês Le Monde. Para que todos os brasileiros saibam disso, a presidente afastada Dilma Rousseff (PT) preferiu dar a declaração a um jornal francês, não em uma publicação em português, do país que ela pretende voltar a governar.

Não dá para resistir. É mais um motivo para que o plenário do Senado diga “au revoir” na votação do processo de impeachment de Dilma já em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça.

Afinal, é em uma publicação estrangeira que ela usou a expressão golpe de Estado. A frase completa na entrevista da revista francesa: “É a razão principal do golpe de Estado: prevenir que o Lula se apresente à Presidência”. Quer dizer que Dilma quis dizer que não há democracia no Brasil, que é ditatorial? Afinal, golpes de estado são sempre destinados à implantação de ditaduras.

Ela tocou no assunto. No entanto, não usou a expressão “pédales”, ops, pedaladas fiscais. Dilma preferiu culpar também o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), alegando que ele “aprovou 23 decretos similares” aos seus.

Se não falou em pedaladas, a presidente afastada Dilma Rousseff (PT) deveria ouvir o que anunciou o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Ele anunciou que pretende votar a aprovação da regulamentação para a volta dos jogos de azar no país antes do recesso parlamentar.

E o que Dilma tem a ver com isso? Ora, os “jogos de azar”, já que o processo de impeachment também continua tramitando, embora a votação final esteja marcada para fim de agosto, depois do recesso.

Já em bom português, as más atitudes políticas se proliferam. A Polícia Federal continua agindo. Inaugurou a Operação Saqueador. De cara, com a prisão do empresário Carlos Augusto Ramos. Quem? Ora, o Carlinhos Cachoeira.

De operação em operação, uma atrás das outras, a PF vai enchendo a sua carceragem de corruptos. E vale destacar mais uma vez. Trata-se de fato inédito na história política brasileira, marcada quase sempre pela impunidade. Quase, porque teve também o mensalão.

Mui amigo
O primeiro-secretário da Câmara dos Deputados, Beto Mansur (PRB-SP), um dos parlamentares mais próximos do presidente afastado da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), defendeu que “chegou a hora para que ele reflita, neste fim de semana, e renuncie à presidência”. É coisa de amizade. A renúncia deveria ser é do mandato. Porque ele será “renunciado” na marra. Até mesmo seus aliados abandonaram o barco de Cunha, por não enxergarem a possibilidade de o antes todo-poderoso deputado conseguir barrar no plenário da Câmara o pedido de cassação de seu mandato. Por que mui amigo? Ora, Mansur acha que renunciar à presidência resolve. Pode esquecer, já era.

Esquece Mansur...

...porque já era. Pode até ser da boca para fora, mas a declaração é de ontem. “Apesar de todo o respeito pela opinião de qualquer deputado, não tenho porta-voz. Eu sempre falei diretamente as minhas posições e mais uma vez reafirmo que não irei renunciar.” Foi o que Eduardo Cunha (PMDB-RJ) postou ontem no Twitter sobre os pedidos para que renuncie ao mandato, já que  está mesmo com os dias contados.

"Quem levou a fama foram São João e São Pedro. Mas o esvaziamento da Câmara foi obra de ‘São Eduardo’ e ‘São Waldir’. É urgente termos um presidente efetivo"

Marcus Pestana (PSDB-MG), deputado federal, sobre a interinidade na Câmara dos Deputados de Waldir Maranhão (PMDB-MA), que mal consegue conduzir as sessões, e do presidente afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ)

É proibido!

Quer uma boa notícia diante de tantas más? Pois esta vem da Justiça Eleitoral. A partir de hoje, a propaganda partidária gratuita não será mais veiculada. É o que está previsto na Lei 9.096/1995 (dos partidos políticos). E também não será permitido qualquer tipo de propaganda política paga no rádio e na televisão. E mais: desde ontem estão proibidos programas apresentados ou comentados por pré-candidatos. E as emissoras de rádio e televisão já foram devidamente avisadas de que também serão punidas em caso de desobediência. É, mas depois tem programa eleitoral.

PINGAFOGO


O vereador Joel Moreira Filho (PMDB) quer proibir o trabalho dos flanelinhas nas ruas de Belo Horizonte. E já apresentou projeto na Câmara Municipal de Belo Horizonte nesse sentido.

A proposta já recebeu parecer pela constitucionalidade na Comissão de Legislação e Justiça. Não dá para deixar para lá. Justiça? Punir quem está trabalhando em temporada de desemprego recorde?

Dentro da Agenda Brasil, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou, em entrevista coletiva, a nova composição da Comissão Especial do Desenvolvimento Nacional.

Também foram anunciadas por Renan Calheiros as novas composições para duas outras comissões especiais: a do Pacto Federativo – o relator é Antonio Anastasia (PSDB-MG) – e a de Consolidação da Legislação Federal e Regulamentação da Constituição.

 


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