Dívida paralisa hospital em São Sebastião do Paraíso e gera embate de servidores e prefeito

Diretores e trabalhadores do hospital cobraram repasses durante reunião com prefeito Rêmolo Aloise. Encontro terminou com bate-boca e troca de ofensas.

Marcelo da Fonseca
A suspensão do atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), no município de São Sebastião do Paraíso, no Sul de Minas, se tornou um embate dos funcionários da Santa Casa da cidade com o prefeito Rêmolo Aloise (PSDB).
O hospital suspendeu o atendimento e a equipe médica trabalha com escala reduzida por causa de uma dívida de R$11 milhões do município com o hospital.

Na segunda-feira, um grupo de funcionários e diretores da Santa Casa foi até o gabinete do prefeito e houve bate-boca sobre a situação do hospital. Os funcionários questionaram o atraso nos repasses para funcionamento do hospital e cobraram pagamentos que, segundo eles, seriam obrigação da prefeitura. A Santa Casa de São Sebastião do Paraíso atende cerca de 2 milhões de pessoas, recebendo pacientes de 50 municípios da região.

Uma funcionária afirmou que a situação do hospital era precária e que caso as verbas não fossem repassadas com urgência, pacientes morreriam por causa dele. O prefeito respondeu “pode morrer” e afirmou que chamaria a polícia para retirar a funcionária do seu gabinete. A cena foi filmada por uma equipe de televisão e teve grande repercussão no município, com várias críticas de moradores nas redes sociais da prefeitura.

Por meio de nota, a prefeitura afirmou que “por motivos escusos, uma funcionária da Santa Casa tumultuou a reunião com os funcionários e diretores do hospital”.
“O prefeito reitera a ideia de designação de audiência pública, para que os fatos sejam debatidos e cheguemos a uma solução plausível. Para conhecimento de todos, a situação caótica da Santa Casa de São Sebastião do Paraíso se arrasta por anos, fato não mencionado por nenhum dos críticos e oportunistas de plantão”, afirmou a prefeitura. .