Temer passou a quarta-feira, 11, reunido com assessores, conselheiros e parlamentares ajustando os detalhes do pronunciamento que deverá fazer nesta quinta, após a confirmação do afastamento da presidente Dilma Rousseff pelo Senado.
Foram 55 votos a favor do afastamento, 22 contra e três ausências. Era necessária maioria simples, 41 votos, para aprovar a admissibilidade do processo e afastar a presidente. Ao final do processo, são necessários dois terços dos votos, ou 54, para confirmar a saída da petista.
A economista Dilma Vana Rousseff, de 68 anos, assumiu a Presidência da República pela primeira vez em 1º de janeiro de 2011 e foi reeleita, em vitória apertada sobre Aécio Neves (PSDB), em outubro de 2014.
Acossada pela oposição e pela Operação Lava Jato, que investiga desvios e corrupção na Petrobras, a petista não reuniu apoios políticos suficientes para barrar o avanço do impeachment e, em dezembro de 2015, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) aceitou o pedido assinado pelos advogados Miguel Reale Jr. e Janaína Paschoal e pelo promotor Helio Bicudo. O afastamento marca o fim da Era PT no Palácio do Planalto..