O parecer que recomenda o fim do mandato do senador já foi aprovado no Conselho de Ética na última terça-feira.
Ainda na quarta-feira, a defesa de Delcídio requisitou que ele fosse ouvido na CCJ antes da votação. A mesma situação aconteceu por um mês no Conselho de Ética, onde os senadores marcaram cinco audiências para receber Delcídio, mas ele faltou alegando problemas de saúde. O pedido da defesa para ouvir Delcídio nesta semana veio acompanhado de um pedido de licença de 100 dias.
Impeachment
Com a votação remarcada para a próxima segunda, ainda é possível manter o calendário previsto pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que confirmou que a votação final pela cassação de Delcídio, no plenário da Casa, deve acontecer na próxima terça, um dia antes da votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Foi a própria presidente quem pediu que a votação da cassação de Delcídio acontecesse antes da votação do impeachment. Caso Delcídio não seja cassado nesta semana, é muito possível que ele compareça a audiência do impeachment e vote pelo afastamento da presidente, como já declarou. Antes de sua prisão preventiva, Delcídio era o líder do governo Dilma Rousseff. Ao ser solto, entretanto, ele citou a presidente em sua delação premiada..