Quintella explicou que abriu mão da liderança por divergir da Executiva Nacional do partido, que segue contra o afastamento de Dilma.
Ele afirmou que, na negociação de sua saída da liderança, acordou com a Executiva que abdicaria de votar na comissão especial do impeachment nesta segunda-feira, abrindo espaço para algum governista votar. Os outros três membros titulares do PR na comissão, informou, seguirão votando contra o afastamento de Dilma.
Quintella afirmou que também colocou à disposição do governo e do PR os cargos para os quais tinha indicado aliados, entre eles a direção administrativa financeira do Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (Dnit) e diretorias regionais em Alagoas do Dnit e do Departamento Nacional de Obras contra a Seca (DNOCS).
"Tenho absoluta certeza que houve crime de responsabilidade", afirmou o parlamentar. Na avaliação de Quintella, a presidente Dilma Rousseff não tem mais condições de governar. "Minha posição sei que será acompanhada pela maioria da bancada", disse.
Temer
O ex-líder do PR ainda sinalizou que poderá apoiar um eventual governo do vice-presidente Michel Temer, que assume a presidência, caso Dilma seja afastada. "Acredito que um novo governo precisa muito do apoio do Congresso Nacional para governar", afirmou..