Aos membros da comissão, Cardozo disse que o mundo atual não vive mais golpes militares, mas o que acontece hoje, apontou, é a busca por retórica que justifique tais ações. "E isso é grave", declarou. O petista disse que a denúncia apresentada contra Dilma, do ponto de vista jurídico, é fraca.
Cardozo enfatizou que o "golpe" abala a institucionalidade de um país, que "ofende o Estado democrático", traz insegurança jurídica, além de incertezas institucionais e conflitos. "Golpe, com ruptura da Constituição, abala a institucionalidade do País", afirmou. Ainda de acordo com o advogado-geral, situação de golpe "faz nascer governo sem legitimidade". "Um governo no
Estado democrático tem de ter legitimidade", ressaltou.
O ministro declarou que, mesmo para quem discorda de um governo, é preciso defender a legalidade deste governo. "O compromisso com a institucionalidade não pode ser rompido", apelou.
Cardozo repetiu que o afastamento de um presidente da República deve ser configurado em uma "violência excepcional" contra a Constituição. "É preciso que haja uma violência extraordinária a princípios estruturantes", destacou..