Na semana passada, lideranças do PT já haviam criticado algumas propostas do ajuste fiscal defendido pelo PMDB. Os petistas querem colar a versão de que um eventual governo Temer colocará em risco programas como o Minha Casa Minha Vida e o Bolsa Família.
Antes do rompimento formal do PMDB, na terça-feira, 29, Lula procurou Temer para uma conversa. O ex-presidente pediu para que ele adiasse a reunião do diretório nacional do PMDB que oficializou a entrega dos ministérios da sigla à presidente.
Menos de uma semana depois, Lula passou a chamar o vice de "golpista". Em evento em defesa de Dilma no Ceará no sábado, dia 2, o ex-presidente disse que Temer "como constitucionalista" sabe que o impeachment "é golpe". O vice respondeu lembrando que é professor de Direito e sabe que o processo é legítimo.
Integrante da Executiva Nacional do PMDB, o ex-ministro Eliseu Padilha afirmou que o partido vai reagir aos ataques contra Temer. "Nós seguimos o Supremo Tribunal Federal, que disse que o impeachment é legal e estabeleceu um rito para o processo", disse.
Sem citar Lula, Padilha ressaltou que há pessoas que não respeitam as instituições. "Na verdade, estamos prestigiando as instituições brasileiras que se encontram no pleno exercício de suas atribuições.