Após o encontro, marcado para as 10h20, os presidentes fazem uma declaração à imprensa no Palácio do Planalto. Depois, Dilma oferece um almoço a Morales no Palácio Itamaraty.
A expectativa do governo brasileiro é de que a visita simbolize a reaproximação entre os dois países após o episódio envolvendo o ex-senador boliviano Roger Pinto Molina, que fugiu para o Brasil em 2013 com a ajuda do diplomata brasileiro Eduardo Saboia. De acordo com o Itamaraty, a chegada, no ano passado, do embaixador brasileiro na Bolívia, Raymundo Magno, "confere novo impulso à agenda bilateral". A pasta cita a inauguração do Comitê Técnico Binacional em Energia, em dezembro de 2015, como exemplo de que os dois países têm intensificado sua relação.
Em agosto de 2013, dois meses após assumir como encarregado de negócios (substituto temporário do embaixador) na Bolívia e reiterar ao Itamaraty as dificuldades vividas por Pinto Molina, Saboia, com mais de 20 anos de carreira, decidiu organizar a saída do senador, opositor do presidente Evo Morales. Antes de sua ida ao Brasil, o então senador chegou a ficar 455 dias abrigado na Embaixada do Brasil em La Paz.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a visita do presidente boliviano tem por objetivo reforçar e dinamizar os mecanismos de coordenação política e econômica. Além do comércio bilateral e da adesão do país vizinho ao Mercosul, serão discutidos temas como a integração energética, a gestão de recursos hídricos e o combate a ilícitos transnacionais.
O Itamaraty informou que o Brasil é o primeiro destino das exportações bolivianas, majoritariamente na área de energia, e o segundo maior fornecedor de produtos para o país. No ano passado, a China assumiu o posto, que antes era brasileiro, de principal país de origem das importações bolivianas.
Com Agência Brasil.