Depois de três anos e um mês integrando o governo do prefeito Carlin Moura (PCdoB) em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o PSDB vai desembarcar oficialmente da administração comunista. O partido, que já se prepara para enfrentar seu antigo aliado nas urnas em outubro, determinou ontem ao diretório municipal tucano o desligamento dos poucos cargos ocupados por indicados da legenda. A alegação para o rompimento é que Carlin, que enfrentou o PT no segundo turno das eleições em 2012, recentemente se uniu aos petistas.
O diretório municipal pediu um prazo de 30 dias para conduzir o processo de desligamento dos indicados, que seriam cerca de 20. Os dois cargos de maior expressão são os do secretário-adjunto de Meio Ambiente e Sustentabilidade Geraldo Magela da Costa e do procurador-geral adjunto Marius Carvalho. “O PSDB apoiou Carlin quando ainda estava no governo do estado, inclusive com o governador Anastasia indo a Contagem declarar apoio. Ele (Carlin) prometeu ficar neutro na disputa nacional contra o senador Aécio Neves mas apoiou Dilma de maneira agressiva. Agora levou o PT para o governo”, explicou o secretário-geral do PSDB em Minas, deputado João Vítor Xavier.
No ano passado, Carlin Moura nomeou nomes do PT para as pastas de Desenvolvimento Econômico, Paulo César Funghi, e Direitos Humanos e Cidadania, Letícia da Penha. Segundo o secretário do PSDB, o partido demorou a romper pois havia uma expectativa de que a aliança não se concretizasse, já que parte do PT de Contagem era contrária à união.
Carlin teve duro embate com os petistas em 2012, quando derrotou no segundo turno o deputado estadual Durval Ângelo, atual líder do governo de Fernando Pimentel. Pelo PSDB, concorreu o ex-prefeito e ex-deputado Ademir Lucas, que ficou na primeira etapa do processo com 25,4% dos votos. A deputada federal Jô Moraes, da Executiva Nacional do PCdoB, disse que o partido ainda não tinha conhecimento da ruptura mas considera “natural nas cidades com o segundo turno que os partidos com expressão busquem se afirmar”.
Reeleição
Levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) mostra que 4.258 prefeitos dos 5.568 municípios brasileiros, ou 76,4% deles, são potenciais candidatos a reeleição este ano. Os dados mostram que a maior proporção de gestores que podem tentar mais um mandato está no Centro-Oeste, onde 80% das prefeituras podem ter uma candidatura de continuidade. No Sudeste, esse percentual cai para 78,8%. Em Minas Gerais, segundo o estudo, 83% dos 853 prefeitos estão aptos a se reeleger. O alto índice ocorre porque em 2012 a média daqueles que tentavam a reeleição caiu bastante. Isso provocou aumento este ano na quantidade de municípios com gestores no primeiro mandato.
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ROMPIMENTO
PSDB abandona parceria em Contagem de olho nas eleições municipais
A alegação para o rompimento é que Carlin, que enfrentou o PT no segundo turno das eleições em 2012, recentemente se uniu aos petistas
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