São Paulo - Inscrito na disputa prévia do PSDB que definirá o candidato tucano à Prefeitura de São Paulo em 2016, o empresário João Doria Jr recebeu nessa terça-feira, 22, o apoio de deputados estaduais da sigla, do presidente da Assembleia Legislativa, Fernando Capez, que também pleiteava a vaga, e de dirigentes do partido ligados ao governador Geraldo Alckmin.
O reforço político consolidou o empresário como o nome preferido do Palácio dos Bandeirantes no processo interno. Após receber na semana passada uma sinalização de apoio do próprio governador durante um jantar com empresários, Doria reuniu na terça seis deputados estaduais tucanos em um jantar na casa do empresário Washington Cinel, dono da Gocil, uma das maiores empresas de segurança do Brasil.
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Aproximação de Alckmin com Doria revolta tucanos paulistasAlckmin reforça elogios a Doria mas nega apoio aberto à pré-candidatura em SPAlckmin faz declaração pública pró-Doria para prévias do PSDB paulistanoAlckmin convoca aliados para dar apoio a João Doria em prévia paulistanaNa fala mais longa da noite, o presidente da Assembleia fez um discurso repleto de indiretas ao grupo do vereador Andrea Matarazzo, que disputará as prévias com Doria. "O João jamais cogitou disputar a prefeitura por qualquer outro partido. Por algum motivo, internamente tentaram transformar as virtudes dele em defeitos para inviabilizar a pretensão legítima de um filiado. Como o Geraldo Alckmin falou a alguns dias, São Paulo pede João Doria Jr", afirmou Fernando Capez.
Reservadamente, os tucanos presentes ao jantar disseram que ele se referia ao convite feito pelo ministro Gilberto Kassab para que Matarazzo dispute a prefeitura pelo PSD caso seja derrotado nas prévias, que acontecerão no fim de fevereiro. Ex-secretário das subprefeituras na gestão Kassab na capital, o vereador nega, porém, que pretenda deixar o PSDB.
Depois de declarar apoio a Doria e retirar seu nome da lista de postulantes, Capez recebeu um gesto de retribuição do empresário.
Além de Matarazzo e Doria, também disputam a vaga os deputados Bruno Covas e Ricardo Tripoli e o ex-deputado José Aníbal. O trio selou um acordo pelo qual um deles será inscrito no processo e receberá o apoio dos demais..