Brasília - O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, ignorou em jantar nessa terça-feira, 10, à noite, com 40 senadores rumores sobre sua eventual substituição pelo ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles e pediu apoio aos presentes para aprovar rapidamente o ajuste fiscal no Congresso, a fim de que o País possa retomar o crescimento econômico.
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Lula retoma campanha contra LevyRui Falcão diz que ninguém propôs 'fora, Levy' no PTLevy se alia a PMDB e PSDB e ajuste avançaNo início da conversa, o anfitrião anunciou que o objetivo da conversa era buscar soluções para a crise econômica atual que não atingissem o bolso do contribuinte. Eunício chegou a citar que, pelo menos o Senado, nunca faltou com o governo e destacou que, mesmo tendo origem no mundo empresarial, assumiu o difícil papel de defender como relator a reoneração das empresas.
Em suas manifestações, senadores da base e da oposição, como Blairo Maggi (PT-MT), Rose de Freitas (PMDB-ES) e Tasso Jereissati (PSDB-CE), se revezaram nas queixas sobre o fato de que o governo tem tomado medidas de ajuste fiscal que sempre exigem novas iniciativas. E que o quadro econômico é complicado, com recessão e demissões.
Nas suas intervenções, Levy insistiu na necessidade de se aprovar, o quanto antes, as medidas do segundo ajuste fiscal e, em especial, a CPMF. Segundo o ministro, se o Congresso apoiar as medidas, a economia voltará a reagir e crescer rapidamente. Foi a mesma linha de ação que ele defendeu em almoço na terça-feira, 10, com senadores do bloco União e Força (PTB-PR, PSC e PRB).
O ministro observou que o endividamento das famílias é pequeno e que, com o ajuste, melhoraria a expectativa para todos. E destacou que o ajuste e o aumento de impostos em si são a solução para o futuro. Também defendeu a reforma do ICMS, uma das principais medidas defendidas pelos senadores.
Levy elogiou a intenção do Senado de, caso a Câmara não aprove logo o projeto de repatriação de recursos de brasileiros no exterior não declarados ao Fisco, retomar o substitutivo ao projeto do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) que tratava do assunto.
No encontro, o ministro disse, mais de uma vez, que queria ouvir sugestões dos senadores do PT, a quem chamou de "meu partido". Contudo, os petistas presentes se calaram durante a maior parte do encontro, que começou por volta das 21 horas e só foi terminar à 1 horas desta quarta-feira, 11. Ele aparentou abatimento no encontro, conforme relatos.
Para frustração dos presentes, Levy não acenou com novas medidas de estímulo econômico e não se ancorou na Agenda Brasil, pacote de iniciativas lançada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para melhorar a situação das finanças e da economia brasileira. A propósito, Renan e o ex-presidente e ex-senador José Sarney (PMDB-AP) estiveram presentes e não se manifestaram..