São Paulo - O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), voltou a afirmar, em entrevista por telefone à Globonews, que não renunciará à presidência da Casa, mesmo com os desdobramentos das investigações sobre contas bancárias atribuídas a ele na Suíça e o anúncio feito pelo PSOL de que pedirá a cassação do mandato do peemedebista. "Pode pressionar, eu não renuncio. Sem a menor chance. Podem retirar apoio, fazer o que quiserem. Tenho amplo direito de defesa. Não podem me tirar", afirmou Cunha. Ele disse ainda que um eventual processo de cassação deve ter início "de qualquer jeito", mas que "leva um tempo".
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Gastos da mulher de Cunha incluem até academia de tênisCunha não foi notificado sobre investigações, dizem advogadosEduardo Cunha divulga nota em que afirma que não vai renunciar PSDB, DEM, PSB, PPS, Solidariedade e Minoria pedem afastamento de CunhaAs contas bancárias na Suíça que têm o presidente da Câmara como beneficiário receberam ao menos R$ 23,2 milhões de 2007 a 2011, segundo as autoridades suíças.
As autoridades suíças conseguiram bloquear apenas duas das quatro contas ligadas ao parlamentar. Isso porque o deputado encerrou as outras duas em abril e em maio do ano passado, após o início das investigações da Operação Lava Jato.
Em nota divulgada na sexta-feira (9), advogados do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmam que o parlamentar não foi notificado nem teve acesso a qualquer procedimento investigativo que tenha por objeto atos ou condutas de sua responsabilidade e questionam o vazamento de informações das investigações protegidas por sigilo..