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Estado de Minas

MP do Ceará denúncia 7 pessoas por morte de radialista


postado em 27/08/2015 17:37

Fortaleza, 27 - Sete pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público do Estado (MPE) do Ceará por participação no assassinato do radialista Gleydson Carvalho. O grupo é acusado de homicídio qualificado e organização criminosa. Entre os suspeitos estão João Batista Pereira da Silva (o "Batista Dentista") e Daniel Lennon Almada da Silva, respectivamente, tio e sobrinho do prefeito da cidade Martinópole, James Martins Pereira Barros, conhecido como James Bel.

De acordo com a denúncia feita pelo promotor Evânio Pereira de Matos Filho, o crime teria sido motivado pelas críticas que o radialista fazia contra a administração do prefeito. O crime aconteceu no dia 6 deste mês, em Camocim, a 379 Km de Fortaleza. Gleydson foi morto a tiros, no estúdio da rádio Liberdade FM, enquanto apresentava seu programa.

A denúncia tem como base inquérito policial, presidido pelo delegado regional de Camocim, Herbert Ponte e Silva. Conforme a investigação, a morte do radialista foi premeditada. Batista Dentista é apontado como mentor do crime. Para matar Gleydson, os pistoleiros Thiago Lemos da Silva e Israel Marques Carneiro teriam sido contratados por R$ 9 mil. O casal Gisele de Souza do Nascimento e Francisco Antônio Carneiro Portela são acusados de terem ajudado Thiago e Israel a se esconderem em uma casa na localidade de Serrota, em Senador Sá.

Gisele também teria ajudado Regina Rocha Lopes, mulher de Thiago, a levantar a rotina do radialista. Já Daniel Lennon da Silva, que é tesoureiro da Prefeitura de Martinópole, além de ajudar no planejamento da morte do radialista, deu a própria moto para que os pistoleiros fossem até a rádio executar a vítima. A motocicleta, uma Yamaha de cor preta e placas HXX-9609, foi apreendida pela Polícia Militar, dias após o crime, na localidade de Tucunduba, distrito da cidade de Marco, região norte do Ceará.

Segundo a denúncia do MPE do Ceará, outras pessoas estão sendo investigadas e poderão ser também denunciadas ao longo do processo. Dos sete suspeitos, apenas três estão presos: Daniel Lennon e o casal Gisele e Francisco Antônio. A reportagem não conseguiu contato com o prefeito de Martinópole.

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