Capez afirmou que 21 novos cargos se referem às lideranças de partidos que passaram a ter representação na Assembleia. Em 2014, foram eleitos 94 deputados estaduais de 21 legendas diferentes, 3 a mais que as existentes na Casa até fevereiro. Os 77 cargos restantes referem-se à criação dessa nova estrutura de fiscalização, que o tucano quer deixar sob o comando de promotores de Justiça - Capez fez carreira no Ministério Público Estadual. “A criação dos cargos não significa que eles vão ser imediatamente providos (preenchidos). Vai ocorrer à medida que aumentar a demanda e, provavelmente, não chegaremos ao fim do ano com todos os cargos providos”, afirma Capez.
Promotor
A ideia do tucano é criar uma ouvidoria na Assembleia, para receber reclamações da população em seis áreas: saúde, segurança, transporte, educação, direitos do consumidor e meio ambiente. As queixas seriam encaminhadas a um núcleo, com fiscalização in loco e até a convocação do gestor público responsável pelo órgão. Para coordenar esse trabalho, Capez quer indicar o promotor Augusto Rossini, ex-diretor-geral do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) e hoje na Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social do Ministério Público paulista.
Controle
O que deve provocar polêmica é que Capez considera ser possível ir além dos serviços de órgãos públicos estaduais.
Capez reconheceu que a imagem atual da Assembleia enquanto órgão fiscalizador não é das melhores - a Casa é cobrada por não ter dado atenção a temas negativos ao governo Geraldo Alckmin (PSDB), como a crise hídrica ou o cartel de trens -, mas disse ter o compromisso de abrir uma CPI de um desses escândalos se a oposição reunir o mínimo de 32 assinaturas para isso. “É justificável o ceticismo, achar que (criar cargos) é uma farra, um trem da alegria”, admite. “A última coisa que (a nova estrutura) vai ser é um órgão chapa-branca. Se for, é simples: eu vou a público, peço desculpas e extingo o órgão.”.