"Não acho que é ameaça. Acho que eles (do governo) têm uma meta e as formas de atingir a meta são várias. Se não atingir de um jeito, vai atingir de outro. É da natureza. Não encaro isso como uma ameaça, deve ser a realidade mesmo", afirmou o peemedebista.
A semana de votações na Câmara deve ser dedicada ao pacote de ajuste fiscal do governo. Cunha afirmou que, se a MP 664 conseguir ser aprovada amanhã pela comissão especial, já terá condições de levá-la ao plenário na quarta-feira, 6.
O andamento das votações em plenário dependerá da proporção da obstrução que a oposição pretende liderar. "A ideia é obstruir e no final votar contra", disse o líder do PSDB, Carlos Sampaio (SP).
Os partidos oposicionistas terão reunião amanhã para fechar a estratégia contra as MPs.
Cunha destacou que a posição adotada pelo PT na votação das medidas do ajuste fiscal será decisiva para a postura dos demais partidos da base aliada. "Se o PT não estiver de acordo, vai ser difícil os partidos da base acompanharem", disse o peemedebista, garantindo que independentemente da obstrução, as MPs serão votadas. "Não há a menor possibilidade delas caducarem", completou.
O presidente da Câmara anunciou que vai abrir a galeria para quem quiser acompanhar a votação, o que não aconteceu para os sindicalistas durante a votação do projeto da terceirização. "Ali (na terceirização) o clima era de agressão", justificou. Cunha informou que vai distribuir senhas aos partidos e cada bancada receberá uma quantidade proporcional ao número de deputados das legendas na Casa. Se o clima durante a votação for de violência, o peemedebista avisou que poderá fechar a galeria..