Vídeo mostra indicado para vaga no STF fazendo campanha para Dilma em 2010

Indicado nessa terça-feira pela presidente para vaga no STF, Luiz Edson Fachin foi gravado em vídeo lendo manifesto assinado por juristas em apoio à candidatura de Dilma em 2010


Indicado para assumir vaga deixada com aposentadoria do ex-ministro Joaquim Barbosa, no Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin fez campanha, em 2010, para  Dilma Rousseff à Presidência da República.
Vídeo que circula na internet mostra Fachin lendo um manifesto assinado por juristas brasileiros em apoio à candidatura de Dilma, no segundo turno das eleições daquele ano. No vídeo, Fachin justifica o apoaimaneto listando os feitos do PT durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003/2010).

Indicação

Fachin foi indicado nessa terça-feira (14) pela presidente Dilma Rousseff para ocupar a vaga deixada há oito meses por Joaquim Barbosa, que se aposentou antes do prazo limite de 70 anos de idade para magistrados deixarem compulsoriamente os cargos.

No início da noite dessa terça-feira, Dilma se reuniu com Fachin, no gabinete dela, no Palácio do Planalto, em Brasília. Em nota distribuída pela assessoria de comunicação da Presidência, Dilma justifica a indicação, que dependerá de sabatina do Senado para ser confirmada,  com base no currículo de Facchin - catedrático de Direito Civil da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná, professor visitante do King's College, na Inglaterra, e pesquisador convidado do Instituto Max Planck, na Alemanha.

Novela

A novela da escolha do 11º integrante do Supremo durou quase nove meses, desde a saída de Joaquim Barbosa, que presidia a Casa. "Foi o tempo de uma gestação", disse um auxiliar de Dilma.

Durante meses, num processo de idas e vindas, constaram da lista dos favoritos o tributarista Heleno Torres, o jurista Clèmerson Clève, e os ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Luís Felipe Salomão, Benedito Gonçalves, Herman Benjamin e Mauro Campbell.

O jurista Luiz Fachin, do Paraná, sempre foi bem visto no Planalto, mas desagravava ao PMDB, partido que comanda o Senado e também a Câmara.

Dilma chegou a ser acusada de "omissão" pela demora na escolha do ministro do Supremo. Ela adiou ao máximo a decisão para esperar um momento de menos turbulência no Senado, por causa da crise política que atravessa o governo.

Com Agência Estado

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