Algumas pessoas que não têm foro estão dentre os investigados porque seus casos têm estrita conexão com políticos. Essa situação hipotética, afirmavam procuradores do Ministério Público nos últimos dias, impediria dividir as investigações em duas.
O ministro relator do caso na corte, Teori Zavascki, pretende tirar os sigilo dos procedimentos de investigação do Ministério Público, mas vai analisar cada caso separadamente. A ideia é manter em segredo diligências como pedidos de quebra de sigilo fiscal, bancário, telefônico e de comunicações pela internet, além da íntegra dos depoimentos em delação premiada.
Fontes das bancadas do PMDB na Câmara dos Deputados e no Senado Federal revelaram que os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), teriam sido informados, pelo vice-presidente Michel Temer, na última sexta-feira, 27, sobre a inclusão de seus nomes na lista dos políticos envolvidos na Operação Lava Jato.
Temer nega. Na tarde desta terça-feira, ele informou, por meio de sua assessoria, que não recebeu nenhum dos nomes da lista. Segundo a assessoria do vice-presidente, como Temer não foi comunicado de nenhum nome, não teria condições de repassar a informação para qualquer pessoa.
O vice-presidente recebeu Janot em sua residência oficial, o Palácio do Jaburu, na manhã de quinta-feira, em agenda que só foi divulgada posteriormente.
Com informações de Eduardo Militão e Agência Estado .