A informação é do ministro-chefe da Casa Civil, Aloízio Mercadante. Segundo ele., a reunião com a cúpula peemedebista "foi muito positiva" e "criou um caminho institucional de ampliar a participação dos partidos na formulação da elaboração das questões de governo e ela deve conduzir isso já a partir da semana que vem".
De acordo com o ministro da Casa Civil, a presidente Dilma Rousseff aceitou a sugestão proposta pelo vice-presidente, Michel Temer, de passar a realizar reuniões de coordenação institucionais, semanalmente, na qual ele estará presente juntamente com o ministro da Fazenda, da Justiça e da Casa Civil. "Será uma coordenação institucional do governo, que reuniria toda semana e agregaria, dependendo da pauta, os ministros da pasta especifica. Com isso, teríamos inclusive representantes dos 12 partidos. Se vai discutir energia, Eduardo Braga estará presente. Se vai reunir PAC ou 'Minha Casa, Minha Vida', traz Planejamento e Cidades. Se discute Olimpíadas, traz o ministro dos Esportes e assim por diante.
O ministro disse que a ideia "foi muito bem recebida" pela presidente. "Isso vai ser acionado e vai ter esse fórum", observou.
O governo tenta, com essa iniciativa, afastar as queixas do PMDB de que o partido estava isolado das decisões de governo e que as medidas estavam sendo tomadas nas reuniões de coordenação pública, com o chamado "núcleo duro" do Planalto ou o "G-6", composto por Dilma, Mercadante, Jaques Wagner (Defesa), Pepe Vargas (Relações Institucionais), Ricardo Berzoini (Comunicações) e José Eduardo Cardozo (Justiça). Mercadante tentou minimizar a polêmica dizendo que a presidente nem tem feito mais esses encontros, concentrando os ministros petistas mais ligados a Dilma. "Teve muita especulação em torno disso. Ela não tem este foro organizado. Ele se reuniu com ministros isolados", justificou.
De acordo com o Mercadante, a presidente prometeu ainda fazer mais reuniões com o colégio de líderes e os presidentes da Câmara e do Senado. "Ela vai marcar. Serão reuniões recorrentes para acertar pautas de matérias mais relevantes. Vai acionar mais esta instância também", avisou..