Na composição geral do Parlamento, que leva em conta os representantes de todos os estados, os empresários formam uma das maiores bancadas suprapartidárias do Poder Legislativo, com 190 deputados. O número dos políticos ligados aos negócios em setores diversos, no entanto, ainda ficará atrás dos que têm atividades no agronegócio. Levantamento da Frente Parlamentar da Agropecuária aponta que 263 deputados federais eleitos têm atividades no setor, o que representa mais da metade dos 513 parlamentares. Desse total, 139 deputados já são membros dessa frente parlamentar e foram reeleitos.
Outro grupo que continuará com número expressivo de representantes nesta legislatura é a bancada evangélica. Apesar de o número de parlamentares evangélicos ter caído de 70 para 52 evangélicos, eles representam 10% de toda a Câmara. Segundo o levantamento do Diap, o número de evangélicos pode ser maior, uma vez que foram considerados apenas aqueles que ocupam cargos nas estruturas de instituições religiosas. O número alto de ruralistas e evangélicos faz com que o novo Congresso seja considerado mais conservador em relação às últimas legislaturas.
A bancada feminina cresceu pouco em relação à que tomou posse em 2011, passando de 45 deputadas para 51. O índice de renovação das parlamentares foi de 56%. Do grupo de deputadas que tomou posse ontem, 29 não atuaram na legislatura anterior. Nesta legislatura, as mulheres representarão 10% do Parlamento, índice considerado depcionante pela bancada feminina anterior, que esperava um reforço maior nos próximos quatro anos. A legislação estabelece que 30% das candidaturas sejam destinadas às mulheres, percentual ainda distante do resultado obtido pelas melhures nas urnas..