O presidente estadual do PT de São Paulo, Emidio Souza, admitiu nesta sexta-feira, 12, que as investigações movidas pela Polícia Federal e Ministério Público federal atrapalham o encaminhamento de uma solução para o pagamento da dívida. "Na solução da dívida acredito que (atrapalha) sim", disse o dirigente, durante reunião da chapa majoritária do partido, Partido que Muda o Brasil (PMB).
Emidio tenta dividir com a direção nacional do PT a dívida alegando que o esforço da campanha em São Paulo também tinha como objetivo alavancar o desempenho da presidente Dilma Rousseff no maior colégio eleitoral do Brasil. "A dívida de São Paulo nunca se pagou sozinha. Somos um partido só. Aqui também foi feito um esforço nacional", disse ele.
O pedido, no entanto, esbarra no tesoureiro nacional do partido, João Vaccari Neto, responsável pela arrecadação do PT, que é alvo das investigações da Lava Jato e alega não ter responsabilidade sobre a dívida. Segundo Vaccari, a direção estadual do PT de São Paulo foi avisada ainda no primeiro semestre que a situação financeira do partido era difícil.
Ele tem dito que se houver algum socorro nacional ao PT-SP ele virá do comitê financeiro da campanha de Dilma à reeleição, comandado por Edinho Silva.
Emidio discorda da argumentação de Vaccari e insiste no pedido de ajuda à direção nacional. "Quem trata oficialmente (da dívida) é o tesoureiro do partido.