A dívida de Minas, um dos estados que encamparam a briga pelo novo cálculo dos encargos, alcançou em agosto R$ 69,1 bilhões. O projeto de lei aprovado pelo Congresso estabelece a troca do indexador das dívidas: o IGP-DI pelo IPCA. Além disso, os juros anuais, que variam dependendo do estado ou município de 6% a 9% passam a ser de 4%. Além disso, a taxa básica de juros (Selic) foi definida como teto da correção. Ou seja, se a soma do IPCA mais 4% ultrapassar a Selic em algum mês, esta última limitará o reajuste.
Para Alberto Pinto Coelho, a medida encaminhada “ficou aquém das expectativas”. O ponto central é que não foi alterado o repasse mensal de 13% da receita de estado com o pagamento dos juros da dívida.
PREFEITURAS Em reunião da Frente Nacional de Prefeitos, ontem, o vice-presidente da República, Michel Temer, afirmou que vai apoiar a sanção do projeto que altera indexador da dívida de estados e municípios com União. “Serei advogado dessa causa e espero que haja aprovação. Senão em sua totalidade, mas ao menos em seu essencial”, disse. O pedido para que a presidente Dilma Rousseff sancione o projeto é uma das 23 reivindicações elaboradas em documento entregue a Temer, reivindicações, como a participação da União no custeio da manutenção das creches.
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