Entre os eleitos em Minas para a Câmara dos Deputados, a campanha mais cara informada à Justiça Eleitoral foi a do deputado federal Leonardo Quintão (PMDB), de R$ 4,9 milhões. Na segunda posição do ranking dos parlamentares que mais gastaram nas campanhas estão Rodrigo de Castro (PSDB) e Reginaldo Lopes (PT), que declararam despesas de R$ 4,5 milhões cada. Entre os deputados estaduais eleitos, a campanha mais cara foi a do deputado estadual Fábio Cherem (PSD), que informou à Justiça Eleitoral ter consumido R$ 3,9 milhões.
Já o deputado federal eleito que apresentou prestação de contas com menos gastos foi o atual vereador Edson Moreira (PTN), que declarou despesa de R$ 184,3 mil. Também prestaram informações com gastos abaixo de R$ 500 mil os deputados federais eleitos George Hilton (PRB), Stéfano Aguiar (PSB), Laudívio Carvalho (PMDB), Margarida Salomão (PT) e Subtenente Gonzaga (PDT).
Tímidos
Os números apresentados pelos candidatos vitoriosos nas urnas foram bastante tímidos, contrariando os que estimaram e também as projeções de as prestações de contas se aproximarem mais dos gastos reais de campanha neste pleito. As despesas médias dos eleitos neste ano declaradas à Justiça eleitoral foram menores do que , por exemplo, os gastos médios atualizados para novembro de 2014 dos eleitos em 2010.
Em valores nominais, os deputados estaduais eleitos no estado há quatro anos tiveram um gasto médio individual informado de R$ 861 mil, o que corresponde em valor corrigido a R$ 1,073 milhão – ou seja, maior do que a despesa média de R$ 948 mil dos parlamentares estaduais eleitos para a legislatura 2015-2019. Da mesma forma, em valores nominais, os federais eleitos em Minas em 2010 declararam gasto médio de R$ 1,98 milhão, o que, corrigido pelo IGPM para novembro de 2014, corresponde a R$ 2,467 milhões, portanto, uma despesa média maior do que a verificada entre os vitoriosos este ano, de R$ 2,140 milhões.
Ao longo do tempo, as despesas médias de campanha vinham apresentando crescimento real, que sugeria uma maior aproximação dos gastos reais. Em 2002, o dispêndio médio dos deputados estaduais eleitos corrigido para novembro de 2014 foi de R$ 621,9 mil. Em 2006, subiu para R$ 833,26 mil, e, em 2010, para R$ 1,073 milhão. Os deputados federais mineiros eleitos em 2002 declararam, em valor corrigido, um gasto médio de R$ 1,095 milhão, que subiu para R$ 1,385 milhão em 2006 e para R$ 2,467 milhões em 2010. .