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Janot nega pedido do governo para acessar depoimento de ex-diretor da PetrobrasBase quer agora sessão aberta em depoimento de CostaJuiz libera acesso à depoimentos de Costa e YoussefDelatores só serão beneficiados se depoimentos forem comprovados“Os interrogatórios foram realizados em audiência pública, acessível a qualquer pessoa. Além disso, as declarações foram imediatamente inseridas no processo que tramita eletronicamente, cujos atos estão disponíveis na internet. O compromisso da Justiça Federal no Paraná é exclusivamente em relação à celeridade e à efetividade do processo”, diz a nota.
Por terem assinado o compromisso de delatar o funcionamento do suposto esquema em troca de redução de pena, Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef acabaram confirmando nos interrogatórios algumas informações que foram prestadas na delação.
Esta tarde, em entrevista à imprensa, a presidenta Dilma Rousseff, candidata à reeleição, classificou como "muito estranho" e "estarrecedor" a divulgação dos áudios dos depoimentos de investigados durante o período eleitoral. Ela defendeu rigor na investigação das denúncias sem ferir o direito de defesa dos acusados.
Mais cedo, na decisão que autorizou a Polícia Federal, a Petrobras e a Controladoria-Geral da União (CGU) a investigarem as declarações prestadas, o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pela investigação, criticou insinuações de que houve vazamento do conteúdo do depoimento com objetivos eleitorais.
“Os depoimentos prestados na última audiência na ação penal pública não foram 'vazados' por esta corte de Justiça ou por quem quer que seja. A sua divulgação, ainda que pela imprensa, é um consectário normal do interesse público e do princípio da publicidade dos atos processuais em uma ação penal na qual não foi imposto segredo de Justiça”, explicou Moro.