“Atualmente, americanos adotam poucas crianças brasileiras porque os dois países são signatários da convenção de Haia relativa à proteção de menores, que determina procedimentos muito rígidos, entre eles, o cadastramento das instituições estrangeiras que acompanharão o processo fazendo a ponte entre as crianças, o Judiciário e as famílias interessadas”, explica Brian Corteville, cônsul dos EUA no Rio, responsável no país pelas adoções. Segundo ele, no ano passado, apenas 23 crianças brasileiras foram adotadas por norte-americanos. “Com o cadastramento das instituições americanas pela Acaf, a partir do ano que vem haverá um aumento significativo dessas adoções”, avalia ele, que se reuniu ontem com representantes da Cejas do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.
A legislação brasileira estabelece, que, caso nenhum casal brasileiro se interesse, a criança passa a integrar a lista para a adoção internacional. “Há grande demanda nos Estados Unidos pela adoção.
Após o credenciamento das ongs norte-americanas, elas manterão o contato diretamente com as Cejas, numa tentativa de fazer a ponte entre os interessados na adoção e as crianças sob a proteção do Poder Judiciário. “Além de tentar casar as famílias com os órfãos, essas ongs farão um acompanhamento de sua adaptação na sua nova casa, mantendo as autoridades brasileiras informadas”, explica Corteville. Logo depois de adotadas, essas crianças recebem, do Consulado do Rio, a autorização para a imigração e assim que chegam aos Estados Unidos já se tornam cidadãos americanos..