Jornal Estado de Minas

Pimentel promete polícia forte em Minas

O aumento do efetivo da Polícia Militar e a reestruturação da carreira dos policiais civis foram as propostas apresentadas nessa sexta-feira pelo candidato do PT

Isabella Souto
O aumento do efetivo da Polícia Militar e a reestruturação da carreira dos policiais civis foram as propostas apresentadas nessa sexta-feira pelo candidato do PT a governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, para o combate à criminalidade no estado.
Com a justificativa de que a segurança pública vive um de seus piores momentos na história de Minas, o petista afirmou que o setor será priorizado em seu governo. As políticas apresentadas por Pimentel incluem ainda o combate ao narcotráfico e a recuperação de dependentes químicos, por meio da criação de centros públicos de apoio.

“É preciso recompor o efetivo da Polícia Militar, que está sem condições de trabalho. A Polícia Civil está com a carreira desestruturada. É preciso valorizar os delegados e os policiais como um todo. Não adianta montar uma delegacia especializada e não dar condições de trabalho. Vamor ter uma polícia presente e atuante”, disse o candidato, para quem a categoria está “desmotivada e “angustiada”, refletindo em uma prestação de serviços de “pouca qualidade”.


Em campanha por Muriaé, Leopoldina e Cataguases, na Zona da Mata mineira, Pimentel prometeu o desenvolvimento econômico por meio de uma revisão na legislação tributária e programas de incentivo à fixação de empresas em Minas Gerais. “Vemos hoje a ausência de um projeto de desenvolvimento econômico. O ICMS está expulsando as empresas”, criticou o petista, que cumpriu a agenda acompanhado pelo candidato a vice, deputado federal Antonio Andrade (PMDB), o candidato a senador da coligação, Josué Alencar (PMDB) e parlamentares.

Para a saúde, Fernando Pimentel assegurou a finalização das obras dos hospitais regionais já iniciadas – uma unidade está em fase final, seis estão em obras e três estão na etapa de projeto. Outra meta prometida pelo candidato é a construção de centros de especialidade médica, de forma que o usuário do sistema de saúde não se desloque mais do que 80 quilômetros para a realização de exame e consultas especializadas.

Mais uma vez ressaltou que, se eleito, vai adotar uma gestão regionalizada, por meio de coordenadorias regionais que terão autonomia e orçamento próprio e estarão voltadas para o desenvolvimento das especificidades locais. Pimentel ainda criticou a “omissão” e “falta de carinho” do governo mineiro com a população. .